quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Portal Português de Arquivos


PORTAL PORTUGUÊS DE ARQUIVOS


Notícia repassada por antigo associado, conteúdo da Revista de História.

A criação de um instrumento de pesquisa coletivo, integrando os arquivos públicos portugueses, em muito facilita a recuperação de documentação a respeito da história do Brasil

Renato Venâncio

Os portugueses deram um presente aos historiadores brasileiros. Trata-se da criação do Portal Português de Arquivos. Como o próprio nome indica, esse portal funciona como um catálogo coletivo de acervos arquivísticos, permitindo buscas simultâneas em 990.612 resgistros de 18 instituições: Torre do Tombo, Arquivos Distritais de: Aveiro, Beja, Castelo branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu; Câmara Municipal de Constância e Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Neste universo, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo dispõe do banco de dados com maior número de registros a respeito da história do Brasil: atualmente, cerca de 1400 documentos, deste inestimável acervo, podem ser lidos integralmente.

Um procedimento de pesquisa interessante consiste em clicar no item “busca avançada” e efetuar a pesquisa pelo campo “Âmbito e conteúdo”. No campo “Recuperar registros”, escolha a opção “Registros com imagens”. A busca a partir da palavra “tratado”, por exemplo, resulta em cópias digitais dos principais documentos diplomáticos portugueses, muitos deles dizendo respeito diretamente à história do Brasil, como é o caso do Tratado de Tordesilhas. Também é possível consultar o original da “Carta de Pero Vaz de Caminha”.

Outra opção de pesquisa consiste em escolher um enfoque regional. Digite a expressão “Rio de Janeiro” no campo “Âmbito e conteúdo” e, novamente, no campo “Recuperar registros”, escolha a opção “Registros com imagens”. Já estão disponíveis, em formato digital, 555 valiosos documentos a respeito da história carioca, como são os casos dos processos, denúncias, inquirições e correspondências inquisitoriais.

Outras instituições arquivísticas portuguesas também guardam preciosidades. No Porto, por exemplo, há documentos de identidade do século XX, de quem estava de partida para o Novo Mundo, assim como registros paroquiais do século XVII, que reproduzem óbitos ocorridos em territórios ultramarinos.

02/02/2011

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