domingo, 13 de dezembro de 2009
Informativo Especialização à Distância Gestão em Arquivos
V Seminário do Programa de Gestão Documental
Informativo Especialização à Distância Gestão em Arquivos
Site que permite a troca de livros Online
Samur Felipe Cardoso de Araújo, mestrando de informática na área de web semântica, desenvolveu esse projeto que intermedia a troca dos livros entre os usuários.
O projeto surgiu de uma necessidade pessoal de troca de alguns de meus livros. Logo imaginei a possibilidade de desenvolver um web site para intermediar troca de livros entre pessoas explica Araújo. Por atuar na área de desenvolvimento de sistemas para internet, ter um empresa de consultoria e estar cursando mestrado na PUC-Rio na mesma área, não tive dúvida que seria um projeto que poderia atender todas as minhas necessidades: trocar meus livros e aplicar meus conhecimentos adquiridos no mestrado.
Araújo acredita que o projeto permitirá às pessoas terem mais acesso aos livros, pois nem todos possuem uma biblioteca a seu alcance e adquirir um livro novo é oneroso para os mais jovens.
No "Livra Livro" o único custo envolvido na troca é de postagem nos Correios, que varia de R$ 3,00 a R$ 6,00 (de acordo com o peso) para enviar um livro para qualquer lugar do Brasil.
Atualmente, o site possui 130.000 livros em português cadastrados. Cada usuário cria um lista com as obras que possui e as que deseja obter. O sistema utiliza um mecanismo inteligente que permite a troca simultânea entre múltiplos usuários, maximizando as possibilidades de intercâmbio.
Um usuário que, tendo estabelecido uma troca, não enviar o livro para o destinatário, será marcado e bloqueado no sistema.
Almanack Braziliense
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
MOVIMENTAÇÃO DE PORTUGUESES NO BRASIL
MOVIMENTAÇÃO DE PORTUGUESES NO BRASIL
Arquivo Nacional
http://www.an. arquivonacional. gov.br/baseluso
O projeto "Movimentação de Portugueses no Brasil (1808-1842)" surgiu em
1996 a partir de um convênio firmado entre o Arquivo Nacional e o Instituto Luso-
Brasileiro de História do Liceu Literário Português. Consistia na criação de uma base
de dados em formato MicroISIS alimentada com dados colhidos nos códices do fundo
documental "Polícia da Corte". Este fundo, cuja documentação data de 1808 a 1880,
contém matrículas de embarcações de frete empregadas no serviço da baía do Rio de
Janeiro, registro de escravos e africanos livres, bem como autos de visitas a navios
entrados no porto do Rio de Janeiro, matrículas de estrangeiros e apresentação e
legitimação de passaportes. No que se refere aos imigrantes portugueses, a
documentação do fundo permite resgatar informações sobre a sua entrada, saída e
movimentação interna no Brasil, no período de 1808 a 1842. Até o início do projeto,
essas informações constavam apenas de fichas individuais manuscritas, o que
dificultava a recuperação das informações nelas contidas.
Em novembro de 2005, ocorreu o "I Seminário Internacional sobre a Imigração
Portuguesa no Brasil", realizado na cidade do Rio de Janeiro, e que contou com a
participação de pesquisadores do Arquivo Nacional, representantes da Fundação
Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), do
Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (Cepese/Portugal), e da
Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (Uerj). Na ocasião, foi endossada, pelo Professor Fernando de Sousa,
Presidente do Cepese, e pela Professora Ismênia de Lima Martins, da UFF e
representante da Faperj, a proposta do Arquivo Nacional para que a base de dados
fosse acessível pela Internet. Para tanto, o Arquivo Nacional elaborou o projeto de
aperfeiçoamento da base de dados já existente, de forma a possibilitar o seu acesso
pela rede mundial de computadores. O projeto foi então submetido à Faperj, que o
à Faperj, que o aprovou e financiou.
Atualmente, a base possui 64.194 registros, sendo dotada de um mecanismo
de busca que permite a recuperação das mais variadas informações sobre os
portugueses que vieram para o Brasil durante o período de 1808-1842, tais como:
idade, estado civil, profissão, acompanhantes, locais de residência e moradia, destinos
e características físicas.
Todo esse volume de informações agora está disponível na Internet, permitindo
maior acesso a esse instrumento e garantindo a recuperação rápida de informações
valiosas para a compreensão do movimento migratório português em direção ao
Brasil.
Luiz Carlos/MPmemória
Nova Tecnologia e Inovação
O tema inovação tem tido vasto uso, pois traz a projetos, conferências e textos a sedução do novo, coisa apreciada em tempos em que os originais são poucos e muito são as cópias.
Ao falar de inovação seria conveniente lembrar que esta palavra traz um sentido de ação em um processo completo que vai do surgimento de um fato ou idéia até a aceitação deste por uma comunidade. Este grupo de pessoas é que vai decidir se aceita ou rejeita uma coisa nova que pode estar substituindo um similar já existente. Ao aceitar o novo existe uma crença compartilhada de que isto trará um acréscimo ao bem estar de todos. O processo em si tem quatro etapas principais.
Ao momento inicial chamamos de antecedentes contextuais remotos. Podem representar um conhecimento que foi sendo formado no tempo para se transformar em inovação. Um mecanismo forjado para servir aqui, mas que se completou para distinta intenção e seguiu outro caminho. As conjunções remotas moldam o mundo já vivido com a perspectiva da sociedade quando em situações concretas de vida.
O segundo momento no processo de inovação seriam as configurações contextuais imediatas, coisas como: infraestrutura educacional, estrutura de pesquisa e desenvolvimento instituída, estrutura existente para engenheirar coisas, um sistema de informação operacional e uma vontade política que coincida com a vontade econômica.
O terceiro momento seria o de assimilação do conhecimento novo pelos habitantes de um determinado espaço. O quarto momento, o mais importante, é o momento de decisão: aceitação ou rejeição. Quando da aceitação é, também, o momento de adoção da inovação.
Houve uma aquisição de conhecimento e um julgamento de valor nos momentos anteriores. A adoção encaminha a implantação e o uso da inovação; uma aceitação para adoção implica na criação de conhecimento que permite reinovar o novo adaptando-o a condições contextuais harmoniosas.
É necessário lembrar que inovação não é sinônimo de nova tecnologia. A nova tecnologia representa uma sucessão de novos eventos coesos e em conjunção com técnicas e processos com uma intenção de transformação. Quando comparada a inovação é uma configuração estática. Já a inovação é a aceitação com assimilação de conhecimento e ações de implantação da tecnologia pelos habitantes de um determinado espaço social. Mostra uma condição dinâmica.
Neste quadro é a informação livre que melhora o homem e sua realidade. Se a introdução da novidade não abrange um espaço, por qualquer razão, que não seja o livre arbítrio de seus habitantes, ela não acontece. De nada adianta uma luz se ela não brilha ali. Só em convivência se decide e aceita a introdução da novidade.
Disponibilizar o acesso á informação para um conhecimento em rede disponível para todos têm sido o sonho de grande número de pessoas e seus instrumentos. Da prisão dos conteúdos nos muros medievais dos mosteiros copistas até realidade da web muitas pessoas e mecanismos se agregaram para este fim. A intenção de rede vem de muito longe e foi por vezes governada pelo imponderável.
Assim, Francis Bacon em 1579 intuiu que as inovações trazidas para a criptografia dos conteúdos seria o futuro das máquinas inteligentes do século XX. Em seus escritos a palavra informação expressava "intelligence". Ele propôs a formação de times de cientistas, os doze "Mercadores da Luz" com a missão de percorrer o mundo a procura de livros de resumo em ciência e tecnologia e modelo de protótipos. As inovações propostas por Bacon se materializaram, em parte, em 1662 com a ajuda da Royal Society de Londres, com fomento dos comerciantes locais.
Gottfried Leibnitz expondo em 1703 o mecanismo de redução dos números reais a 0 e 1 propõe uma máquina de calcular que reunia as características essenciais do calculo binário, o fundamento da atual arquitetura computacional, mas a máquina não foi adotada. As condições econômicas e as tecnologias estabelecidas a rejeitaram. A mão-de-obra envolvida em sua construção seria maior que o trabalho economizado com sua utilização e manutenção. Naquele momento complexidade e incerteza eram palavras sinônimas
Em 1819, Charles Babbage usando os conceitos de divisão do trabalho de Adam Smith (1776) constrói o protótipo que possibilitará uma inovação para troca de informação em rede que desembocaria mais tarde na web de Timothy Bernes-Lee em 1991. Cerca de 500 anos em que uma inovação foi se construindo com diferentes intenções. O objetivo de Babbage era ajudar as grandes companhias de seguro em seus cálculos atuariais para um melhor faturamento. Na sua distribuição a informação contou primeiro com a agilização criada pelo telégrafo elétrico em 1837 cuja intenção inicial ao distribuir a informação era servir ao aparato de guerra.
O monge agostiniano Gregor Mendell em 1865 formula e apresenta as suas idéias em dois encontros da Sociedade de História Natural de Brno, na atual República Checa, eram as suas leis da genética, que regem a transmissão dos caracteres hereditários. As suas descobertas permaneceram praticamente ignoradas até o início do século XX quando foram citadas e publicadas.
Estas leis da genética que possibilitaram a compreensão e análise do DNA, por motivos imponderáveis, ficaram ocultas atrasando talvez em quase cinquenta anos o tratamento e a cura de tantas aflições. Esta barreira à inovação foi, também, um problema de organização da informação e tão forte foi esta sensação em Vannevar Bush que este quis elaborar uma máquina para lidar com o controle dos documentos. A máquina Memex nunca foi produzida, mas o seu famoso artigo escrito em 1945 deu início a uma nova ciência para a informação. Uma ciência que viria a estudar as tecnologias e as redes de distribuição do saber. Um encadeamento novelístico de séculos para gerar a grande inovação.
O processo de inovação agrega para a sua efetivação diversas intenções. De todas a mais admirável é melhoria do status do homem e seu contexto. E tudo isso acontece, pois nada envelhece mais rápido que o novo.
Aldo de A. Barreto
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Referências:
- A história da sociedade da informação de Armand Mattelart, Edições Loyola 2006
Francis Bcon
http://en.wikipedia.org/wiki/New_Atlantis
Gottfried Leibniz
http://en.wikipedia.org/wiki/Gottfried_Leibniz#Information_technology
Charles Babbage
http://tinyurl.com/yj8rmkb
Timothy "Tim" Berners-Lee
http://es.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee
O início do telégrafo elétrico
http://tinyurl.com/yj8rmkb
Gregor Mendell
http://es.wikipedia.org/wiki/Gregor_Mendel
Vannevar Bush
http://es.wikipedia.org/wiki/Vannevar_Bush
As We May Think (o efeito Mendel/Bush)
http://www.theatlantic.com/doc/194507/bush
A Linguagem e a Escrita
- Vidas que se acabam a sorrir
- Luzes que se apagam nada mais
- e o que se foi não voltará jamais...
- Luzes que se apagam nada mais
Um sistema de escrita, ou simplesmente uma escrita, é um tipo de comunicação por símbolos chamados de caracteres ou grafemas, usados para registrar visualmente uma língua falada, com finalidades múltiplas, inclusive a de comunicação; a escrita permite registrar mensagens para recuperação futura e admite a formação de uma memória armazenada e iluminada. Nesse sentido a escrita é a representação gráfica e convencionada do idioma.É a interface da linguagem. Tanto o idioma como a escrita são mutáveis, mas em dias de trocas estruturais intensas no linguagear da Internet o sistema da escrita pode ter diferentes representações e convenções que não se conectam mais ao todo da base fixa.
Os habitantes de uma nação estabelecem sua comunicação por meio de sua língua. Toda comunidade só existe com um idioma, que atualmente somam cerca de quase sete mil línguas articuladas. As mais faladas sendo: hindu, espanhol, inglês, árabe, português. bengali, russo e japonês. São idiomas falados por mais de cem milhões de pessoas.
Já os sistemas de escrita vigentes são cerca de 400 e destes 127 são de raiz latina. As outras escritas são de raiz cirílica, árabe, indiana, chinesa, japonesa grega e mais outras 25 origens.
Uma forma devastadora de violência é a que se pratica passivamente ao não se preservar os idiomas e as escritas ao se aceitar uma monogamia cultural. Despir as minorias da sua própria identidade falante é promover o seu desaparecimento. A UNESCO elaborou um livro das línguas ameaçadas, reflexo da crescente preocupação que o problema está despertando. Os linguistas acreditam que das 6800 línguas vivas podem desaparecer entre 3400 e 6100, antes de 2100, o que supera a estatística de uma língua extinta a cada duas semanas. A melhor forma de referir esta realidade não é dizendo que as línguas foram assassinadas. Seis mil idiomas acabados fecharão também muitas escritas.
Das mais de três mil línguas indígenas que existiam Brasil na época dos colonizadores, a metade na regiões amazônicas hoje restam cerca de 150 línguas indígenas na região. A condição oral e escrita de uma língua é essencial para classificar e relacionar a informação em uma dada cultura, assim como, determinar a maneira de como seus habitantes percebem o mundo e interagem com ele.
Ao se encerrar uma língua perde-se para sempre o saber, os hábitos, o conhecimento de uma cultura. Apagam as condições espirituais, os processos e instrumentos de uma nação; as lendas e mitos de um povo; toda a sabedoria que esta nação teria guardado sobre a natureza e sua interação com ela. Fecha-se uma porta sem abrir qualquer janela. Estas são luzes que se apagam para sempre e jamais renascerão do ponto em que foram apagadas.
O relato de, casos peculiares de fechamento de uma língua indígena, vale contar:
O tempo era a meados do século XVI e por volta de 1554 no Brasil das Capitanias, quando surgiu um desentendimento entre Álvaro da Costa, o filho do governador Geral e Dom Pero Sardinha o bispo designado pela Coroa. O bispo criticou publicamente o comportamento livre do jovem, bem como a omissão de seu pai Duarte da Costa, o governador geral.
Apesar de o bispo ter grande influência por ter sido colega de São Inácio de Loyola e professor de teologia nas Universidades de Paris e Salamanca o poder político falou mais forte. Dom João III, em Portugal, ao saber do problema, chamou o bispo de volta para se explicar. Dom Sardinha reuniu, então, um grupo devoto para levar a ver o Rei, explicar os acontecimentos, e pedir para acabar com os pecados permitidos do lado de cá do Equador. Mas Portugal sabia bem o que acontecia por aqui e achava que a linha que divide os hemisférios separasse também a virtude do vício.
Todavia, para felicidade de Duarte da Costa de seu filho e do pecado o navio em que o bispo Sardinha se encontrava naufragou no litoral de Alagoas, sendo o bispo e todos seus acompanhantes devorados pelos índios Caetés. Era 16 de junho de 1556.
Os comensais do bispo viviam numa população de 75 mil índios desde a ilha de Itamaracá até as margens do rio São Francisco. Habitavam o seu país com sua língua, seus ritos e cultura.
Depois de "consumir" o bispo os índios foram considerados "inimigos da civilização" por uma Carta Régia de 1537 que consagrava a ordem para sua escravização. Em 1562, Mem de Sá, o novo governador, determinou que os índios da nação fossem aprisionados sem exceção. E a nação Caeté foi extinta. Apagaram toda uma cultura em nome da civilização.
Outra caso nos chega através de Friedrich Alexander von Humboldt, naturalista alemão, explorador, filosofo e lingüista. Em 1804, o explorador Humboldt voltou de sua expedição de cinco anos a América Central e do Sul, trazendo consigo uma transcrição de 40 palavras ditas por um papagaio que se acreditava ser o último falante de uma língua extinta.
Sua expedição foi na região do rio Orenoco, na Amazônia venezuelana, em região perto dos índios Atures inimigos dos índios Maipures "Nada pode ser mais grandioso que esta região. Uma terra de fábulas, de visões e de fadas", escreveu o explorador.
Apesar disso, em determinado momento da viagem, chegaram à aldeia dos índios Atures e descobriram que ela havia sido incendiada até os seus alicerces pelos agressivos Maipures; os restos dos Atures já começavam a ser cobertos pela mata da selva. Buscaram e buscaram, mas não havia sobrevivente algum.
Só encontraram, conta a história, um aturdido papagaio de cores brilhantes que vivia entre as ruínas e repetia uma e outra vez longos discursos numa língua incompreensível. Era a língua dos Atures, mas não restava mais ninguém que a entendesse.
O silencio do conhecimento é o silêncio da informação escondida que pode ser uma terrível desarmonia entre uma linguagem e as suas escritas. Um silêncio da linguagem diante dos ruídos de uma escrita que se reinventa multiplicada nos formatos e nos diferentes contornos de convivência escrita e falada.
Aldo de A Barreto
Language statistics & facts
http://www.vistawide.com/languages/language_statistics.htm
A nova forma de violência
http://mc.jurispro.net/contrato.htm
Sistemas de linguagem do mundo
http://www.omniglot.com/writing/definition.htm
De volta ao Orinoco, seguindo von Humboldt
http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=14&id=132
Revista Arquivo Público Mineiro ganha nova edição
O que pode revolucionar a Educação
O que de fato pode revolucionar a Educação
"Esperar que a simples disponibilidade do computador e da internet de
banda larga na escola deflagre uma revolução na qualidade do ensino é mais
que ingenuidade"
Autor: Ethevaldo Siqueira.
Fonte: O Estado de S. Paulo.
Data: 22/11/2009.
A Finlândia oferece à sua população aquela que é considerada a melhor
educação entre todos os países do mundo. Esse nível de excelência alcança
tanto a universidade, como o ensino nos níveis médio e primário. Tais
resultados decorrem, acima de tudo, da qualidade de seus professores, das
instalações de suas escolas, da adequação de seus currículos, do número de
horas efetivas de aulas e da seriedade dos processos de avaliação da
aprendizagem.
Que bom seria se professores brasileiros pudessem dar um depoimento
parecido com este que ouvi de um professor de primeiro grau finlandês: "Como
educador, sou bem remunerado, sinto-me integrante da classe média, tenho
casa própria, automóvel, sei que terei uma aposentadoria decente e que meus
filhos poderão estudar nas melhores escolas. A sociedade me respeita e
reconhece o valor de minha contribuição para o futuro das crianças e jovens
de meu país".
Ao visitar a Finlândia no ano passado, minha maior surpresa foi notar
que suas escolas não revelam nenhuma paixão especial pelo computador ou pela
banda larga. É claro que seus educadores consideram esses recursos
tecnológicos importantes, mas afirmam que eles devem ser utilizados na dose
certa, no momento exato e de modo correto.
Um dos exemplos desse uso correto é o curso que a escola de nível
médio ministra a garotos e adolescentes na Finlândia e em outros países da
Europa, para prepará-los para o uso competente do computador e da internet,
fornecendo-lhe, ao final, o certificado chamado computer driving license,
por analogia com a carteira de habilitação de motorista. Seria muito bom que
as crianças brasileiras dispusessem de cursos periódicos semelhantes.
Um laptop por aluno?
Não tenho dúvida de que a maioria das pessoas que defende o projeto de
Um Laptop por Criança (OLPC, na sigla em inglês One Laptop Per Child) para o
Brasil e outros países emergentes, são pessoas bem-intencionadas e
idealistas. Mas basta refletir um pouco mais para se comprovar a fragilidade
desse projeto.
Sejamos realistas. A maioria das crianças não poderá levar seu laptop
à escola sem correr o risco de assalto no caminho, em especial em São Paulo
e no Rio de Janeiro. Os que conseguirem chegar à escola com a máquina,
serão, com certeza, tentados a navegar pelos sites mais inadequados durante
as aulas.
Nesse caso, o laptop será muito mais um elemento de dispersão da
atenção do aluno do que uma boa ferramenta de ensino. A experiência
finlandesa mostra claramente que o computador, quando usado rotineiramente
em sala de aula, sem critério, não traz nenhum benefício para a
aprendizagem. Pelo contrário, prejudica o aproveitamento escolar do aluno.
É claro que muitas escolas poderão oferecer a seus alunos acesso a
terminais de computadores de uma rede local, com recursos audiovisuais e
didáticos, para o ensino de geografia, história, matemática, física,
química, biologia, literatura e outras matérias, a partir de projetos
pedagógicos bem concebidos.
Nesse sentido, seria útil e desejável que os garotos aprendessem a
usar em casa alguns aplicativos para a aprendizagem de certas matérias.
Conheço pais que usam o Google Earth para ensinar geografia a seus filhos.
Ou astronomia com um programa tão atraente quanto o Starry Night (Noite
Estrelada). Na escola, esses e muitos outros recursos de software poderiam
ser adotados para ilustrar aulas, mas sempre sob estrita orientação do
professor.
Não há milagre.
Esperar que a simples disponibilidade do computador e da internet de
banda larga na escola deflagre uma revolução na qualidade do ensino é mais
que ingenuidade. Nenhuma ferramenta ou tecnologia tem esse dom mágico.
Na verdade, a grande revolução educacional que um país pode realizar é
resultado da combinação de um conjunto de fatores tão conhecidos como: a)
investimentos públicos prioritários em educação; b) melhor formação e
atualização do professor; c) remuneração condigna e a perspectiva de uma
carreira atraente ao educador; d) melhoria constante do ambiente escolar,
dando-lhe mais segurança e funcionalidade; e) especial atenção à saúde e à
nutrição dos alunos; f) atualização permanente dos currículos e do material
didático; g) envolvimento direto da família e da sociedade no problema da
educação.
Esse último aspecto me preocupa de modo especial, pois a maioria dos
pais brasileiros não acompanha de perto a vida de seus filhos na escola, não
conhece sequer seus professores, nem sabe o que suas crianças fazem na
internet.
No Brasil, vivemos um momento paradoxal. Sem realizar nenhuma reforma
em profundidade da educação no país, o governo federal anuncia um projeto no
mínimo eleitoreiro: a distribuição de centenas de milhares de laptops e a
instalação de terminais de acesso de banda larga à internet em todas as
escolas de primeiro e segundo graus do país.
Os resultados efetivos desse projeto para a educação serão quase
nulos. Como sempre, a maioria dos políticos e governantes só pensa em obter
votos e não está interessada nas melhores soluções para o país.
Postado por:
Lucimary Vargas
Presidente
AHAP/CEPESLE
Observatório Astronômico Monoceros
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Programação - 1º ENCONTRO NACIONAL DE DIVULGAÇÃO DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS SOCIAIS

Rosane Ramos Corrêa
Ministério da Ciência e Tecnologia
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Lucimary Vargas
Direção Geral
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I Encontro de Divulgação de História e Ciências Sociais
Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional
Assine já e receba até o carnaval de 2011
15 edições pelo preço de 12 em cinco vezes sem juros
Dezembro / 2009
I Encontro Nacional de Divulgação de História e Ciências Sociais
Nos dias 10 e 11 de dezembro, o Rio de Janeiro receberá o 1º Encontro Nacional de Divulgação Clique para ampliarde História e Ciências Sociais. Fruto de uma parceria entre a Revista de História da Biblioteca Nacional e o Ministério de Ciência e Tecnologia, o evento é gratuito e as pré-inscrições já estão abertas.
E mais...
Aleijadinho: Encontro na Biblioteca Nacional irá reunir especialistas para discutir a arte e a fé do escultor mineiro, que é capa da edição de dezembro da Revista de História. O debate terá transmissão ao vivo em vídeo e pelo twitter. [ saiba mais ]
Outras repúblicas: Quantos países couberam no Brasil? Desvende as outras repúblicas que passaram por nosso território nesta série de artigos publicada durante o mês de novembro. [ saiba mais ]
Governo Italiano - Notizie dal Governo - Newsletter n.45

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In questo numero:
Piano per l'occupazione delle donne
Giovani e imprese: tariffe agevolate per le consulenze del lavoro
Al via la terza edizione del Programma Elisa
Energia, dagli incentivi ai produttori ai benefici per i consumatori
A partire dal 2010 i prezzi dell'elettricità potranno essere più competitivi e gravare meno sui consumatori. Come previsto dalla L. 99/09 (Legge Sviluppo), dal prossimo anno potranno essere anticipatamente risolte le convenzioni CIP 6/92, che stabiliscono prezzi incentivati per l'energia elettrica, prodotta, tra l'altro, da impianti alimentati da fonti assimilate alle rinnovabili. È quanto prevede un decreto del ministro dello Sviluppo Economico, che definisce i meccanismi per la risoluzione facoltativa delle convenzioni in essere con il GSE-Gestore dei Servizi Energetici, altrimenti in scadenza negli anni successivi fino al 2020. Chi produce energia elettrica da fonti rinnovabili o assimilate ha diritto a rivenderla al Gestore Servizi Elettrici ad un prezzo superiore a quello di mercato. I costi di tale incentivo sono finanziati mediante un sovrapprezzo del costo dell'energia elettrica, addebitato ai consumatori finali nelle bollette. L'attuazione del decreto porterà alla possibile uscita dalla produzione di energia degli impianti meno efficienti, consentendo al sistema elettrico di utilizzare risorse per una maggiore competitività a beneficio dei prezzi dell'energia elettrica. Ai produttori che aderiranno volontariamente alla risoluzione anticipata saranno riconosciuti corrispettivi tali da contenere gli oneri che graverebbero sui consumatori, cittadini ed imprese, nel caso le convenzioni andassero a scadenza naturale, pur nel rispetto degli investimenti effettuati.
Il made in Italy tra le eccellenze dell'Italia
domingo, 6 de dezembro de 2009
Imigrantes, Carnaval, Festejos - Imigrantes em Leopoldina, MG
Imigrantes em Leopoldina, MG |
| Imigrantes, Carnaval, Festejos
Na edição de 1 de dezembro último, o jornal Leopoldinense traz duas notas sobre o Centenário da Colônia Agrícola da Constança. Na página 2, o quadro Memória Leopoldinense volta a lembrar os colonos e pergunta se os descendentes vão deixar "que o centenário da fundação da colônia passe em branco". Já na página 3, a colunista Maria José Baia Meneghite insere a seguinte nota:
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sábado, 5 de dezembro de 2009
COLEÇÃO BRASILIANA DISPONÍVEL NA INTERNET
Sua abrangência se estende pelas principais áreas do saber, da História à Antropologia, da Ciência Política à Geografia, da Sociologia à Lingüística, da Economia às Ciências Naturais.
Direção Geral
AHAP/CEPESLE
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