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terça-feira, 17 de maio de 2016

Seminário imigração italiana


Colaboração Stanley Savoretti de Souza - BH - MG

quarta-feira, 4 de maio de 2016

VI Seminário Imigração Italiana em Minas Gerais




CHAMADA PARA APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES

A comissão organizadora do VI Seminário sobre Imigração Italiana em Minas Gerais abre chamada para trabalhos, acadêmicos ou não, a serem apresentados em comunicações de 10 minutos, no dia 18 de junho de 2016, no âmbito do Seminário.

As comunicações têm como objetivo divulgar de forma sintética e objetiva as pesquisas concluídas (ou ainda em andamento) sobre a Imigração Italiana em Minas Gerais.

Incentiva-se a submissão de trabalhos que enfoquem a constituição socioeconômica, cultural e política de Minas Gerais, a partir da circulação ou movimento de italianos, que foram fixando-se em diversos pontos deste imenso Estado, contribuindo para a formação de colônias agrícolas, povoados, vilas e cidades.

Os interessados em apresentar comunicação no VI Seminário deverão encaminhar proposta para a comissão organizadora do evento até a data: 20 de maio de 2016.

O endereço para encaminhamento da proposta: seminarioimigracaoitalianamg@gmail.com


Stanley Savoretti de Souza

Mais informações em
https://www.facebook.com/VISeminarioImigracaoItalianaMG/?notif_t=fbpage_fan_invite&notif_id=1462307955992553

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Revista digital ORIUNDI - Edição 506

 

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Anno 12 - Numero 506 - Martedì, 18/08/2015
Italianos no Exterior/Italiani all'Estero
Rede consular italiana anuncia data da Assembléia para a renovação do CGIE [pt] [it]
O Consulado Geral da Itália em Porto Alegre informa que em 26 de setembro de 2015 será realizada a Assembléia Nacional para eleição dos membros territoriais por...
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Intercâmbio/interscambio
Acordo prevê oferta de cursos e intercâmbio com a Itália [pt]
Estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação podem contar em breve com cursos on-line e intercâmbio para o aprendizado de italiano pelo programa Id...
Administração/Amministrazione
Compri casa? Sì, al costo di un caffè [it]
Case in vendita al prezzo di un caffè. In Sicilia, Piemonte, Umbria, Abruzzo. A partire dallo scorso anno la notizia è rimbalzata all'estero ed è stata recentemente rip...
Altre notizie
Spazio dei lettori

 Hola me chamo Edmilson Cardoso. Estou procurando a certidao de nascimento de meu bisavo. TOMMASO CARLANTONIO, filho de NICOLA CARLANTONIO e JIUDITH MARTINI, nascido em 1892 aproximadamente. Na cidade de Archi CH.  Voces poden me ajudar.[ leggi tutto ]
Edmilson Cardoso - edtomb@hotmail.com

 La mosca mora è un canto che arriva dalla tradizione orale. Questo ed altri canti numerativi venivano insegnati ai bambini perché imparassero in modo piacevole i numeri, i giorni, le stagioni, parti del corpo, ma anche per coordinare i movimenti , per prendere confidenza con il ritmo ed esercitare la memoria. Un esempio è proprio LA MOSCA MORA https://youtu.be/MzwS40Fj7Y8 Buona visione. [ leggi tutto ]
Catia e Il Canzoniere del Progno - teboni.katia@alice.it

 Gostaria que divulgassem o V Encontro da familia Cantarelli que será em realizado em Bagé/RS, no dia 6 de setembro de 2015. As inscrições estão abertas no site www.cantarelli.net . Os Cantarelli estabeleceram-se na maioria, no Rio Grande do Sul na região central (na volta de Santa Maria). Alguns foram para Uruguai e Argentina. O ramos mais conhecido, são os dos descendentes de Pietro Noé Can[ leggi tutto ]
Sergio Cantarelli - sergio.cantarelli@gmail.com

 

domingo, 29 de março de 2015

7ª Osterfest atrai diferentes sotaques para a cidade mais alemã do Brasil

 
 


BrasilAlemanha - De Primeiro Mundo por um Brasil de Primeiro Mundo

 
  Cooperação Brasil-Alemanha incentiva intercâmbio científico para desenvolvimento sustentável

Até o dia 17 de abril, universidades e interessados podem entregar propostas conjuntas de projetos nas áreas temáticas sobre Proteção e Uso Sustentável das Florestas Tropicais e Energias Renováveis e Eficiência Energética.

Os desafios do Brasil para voltar a crescer

Após estagnação em 2014, expectativas sobre 2015 são desanimadoras. Reconquistar a confiança de empresários, controlar inflação, seguir com ajuste fiscal e reequilibrar Orçamento são alguns dos desafios.

Família Mallmann se reencontra em Estrela, RS, pela nona vez

Desde 1991, com o I Encontro da Família Mallmann, em Estrela, a família se reúne de tempos em tempos para se reencontrar e confraternizar.

Fundação Proamb realiza o I Encontro Técnico Brasil-Alemanha: Tratamento de Resíduos

O encontro reuniu profissionais que atuam com gestão e gerenciamento de resíduos sólidos e interessados na temática. Apresentou tecnologias e soluções, tais como: o reaproveitamento energético, técnicas de remediação, destinação final.

 

Ribeirão Preto sedia encontro de representantes da Alemanha com empresários brasileiros

Evento reuniu entidades de classe e empresários, que juntos abordaram investimentos e negócios entre os dois países.

 

As culturas e musicalidades mineira e alemã estarão combinadas, em Vespasiano, MG, no "Brasil e Alemanha in Concert", neste domingo, às 20h, na Praça da Igreja Matriz Nossa Sra. de Lourdes.

Bruxas e crianças comemoram aniversário da Casa Encantada

Crianças, adolescentes e suas famílias prestigiaram a festa organizada pelas sete bruxas contadoras de histórias do espaço que é uma das 199 unidades da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.

Escritora de Joinville recebe Cruz ao Mérito da República Federal da Alemanha

Professora Regina Colin recebe homenagem pelos serviços prestados à cultura germânica.

\"Korruption stinkt\": Papst Franziskus wettert gegen die Mafia

Papst Benedikt hat in Neapel die italienische Mafia zur Umkehr aufgerufen und sich in klaren Worten gegen Korruption und Kriminalität geäußert.

Rico estuda de graça. E reclama - por Ivar Hartmann*

Este país não é exemplo para ninguém. Nem o fato de sermos o maior consumidor de próteses de silicone do mundo nos leva a um patamar melhor.

Alemanha vai precisar de meio milhão de imigrantes por ano

Um estudo alemão calcula que, sem imigração, o número de pessoas com idade para trabalhar registe até 2050 uma baixa de 36%.

Campanha pela Reforma Política Democrática: Entrevista com José Moroni

R$ 522 milhões foram doados por 19 empresas para financiamento das campanhas eleitorais de 2014, representando metade dos gastos das campanhas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, analisados pelo jornal Estado de São Paulo, em setembro.

Brasilien verliert an Exportkraft

Brasiliens Anteile an den Absatzmärkten ging 2014 weiter zurück. Vor allem im Textilbereich verliert das Land seite Jahren an China. Im vergangenen Jahr verloren brasilianische Exporte auf vier der fünf bedeutendsten Märkte an Marktanteil. 

Historinhas para Acordar e para transmitir valores das tradições alemãs

Cristina Hentz Brand criou no YouTube o canal Historinhas para Acordar, onde conta fábulas e historinhas. Com elas transmite às crianças os VALORES que seu pai lhe passou com as tradições alemãs e as historinhas que contava para ela e seus irmãos.

Gramado é eleita a cidade preferida dos viajantes

É também uma excelente oportunidade de ver de perto a cultura típica alemã e italiana participando das festividades da Festa da Colônia. São dias ...

Cedem/Unesp recebe acervo sobre o jornalista Vladimir Herzog (1937-1975)

Solenidade ocorre com apresentação de resultados da Comissão da Verdade da Unesp

7ª Osterfest atrai diferentes sotaques para a cidade mais alemã do Brasil

Além da programação normal, a Festa de Páscoa vai oferecer uma aula especial de culinária com chefs mirins.


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Obrigado!
Sílvio Aloysio Rockenbach, editor


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 Logomarca oficial da imigração alemã no Brasil. Reprodução liberada e recomendada, para uso não comercial. 
Para uso comercial e originais em alta resolução: contato@brasilalemanha.com.br.

sábado, 16 de agosto de 2014

Imigração em pauta

Livro discute emigração europeia no século XIX e traz relatos sobre o sistema de parceria nas lavouras de café, assim como aborda o descrédito do Brasil enquanto país dos sonhos dos colonos

Déborah Araújo

  • O Sistema de Parceria e a Imigração Europeia, de José Eduardo Heflinger Júnior | Editora Unigráfica | R$ 50,00
    O Sistema de Parceria e a Imigração Europeia, de José Eduardo Heflinger Júnior | Editora Unigráfica | R$ 50,00
    Com a proposta de discutir o chamado de “sistema de parceria” que conduziu uma fatia da emigração europeia para o Brasil, no século XIX, livro do linguista José Eduardo Heflinger Jr, é lançado nesta semana, no Brasil. O Sistema de Parceria e a Emigração Europeiatraz relatos de diferentes fontes, como fazendeiros, políticos, presidentes de províncias e viajantes -, que mostram que, no primeiro momento, o sistema deu certo e foi motivo de reconhecimento nacional e internacional.

    Em edição bilíngue (português/inglês), a publicação apresenta cartas e documentos inéditos encontrados no acervo do Swiss Federal Archives em Berna (Suíça), e traduzidos para o português do alemão gótico, francês e português arcaico. A pesquisa para o livro contou o apoio documental de consulados, embaixadas, universidades, museus, bibliotecas e outras instituições no Brasil, Suíça, Alemanha e Portugal. Sem a intenção de eleger heróis ou vilões, Heflinger comentou em entrevista para a Revista de Históriaas semelhanças entre as relações de trabalho no Sistema de Parceria com os dias atuais.

    Revista de História: Até quando durou a imigração por Sistema de Parceria no Brasil?
    José Eduardo Heflinger Jr: Entre 1841 e 1870. Ele começa a sua decadência em 1865, com a falência da Vergueiro & Cia. Mas o sistema persiste durante um bom tempo. A partir de meados da década de 1870, o Sistema de Parceria começa a ser substituído por jornada de trabalho.
    RH: Quais circunstâncias levaram o senador Vergueiro (1778-1859) a implantar o Sistema de Parceria com os imigrantes?
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    JEHJ: A Europa estava vivendo uma época de crise e fome muito grande naquele momento [século XIX], então já havia imigração de lá para a América. E em 1845, com a Lei Bill Aberdeen, que deu fim ao tráfico de escravos africanos para o Brasil, se começou a pensar em força de trabalho que suplantasse a qualidade dos escravos nas lavouras de café. O senador Vergueiro foi o pioneiro, trazendo noventa portugueses do Minho para a sua Fazenda Ibicaba, em Limeira, na Província de São Paulo, onde constituiu a primeira colônia de parceria do Brasil. Vergueiro assumiu os custos das companhias de navegação e do transporte do Porto de Santos à fazenda e, até que os colonos pudessem obter os resultados de seu trabalho, ele fornecia-lhes alimentos e artigos de primeira necessidade. E em 1846, ele fundou a Vergueiro & Companhia Sociedade Civil de Agricultura e Colonização, que foi a empresa mais importante do Brasil no Sistema de Parceria, que tinha até contratos trilíngue – português, alemão arcaico e francês.
    RH: Como eram as condições de trabalho dos imigrantes no Sistema de Parceria?
    JEHJ: Tem muitos lados dessa moeda. Os imigrantes viam com contratos, as suas viagens eram custeadas pelo Vergueiro e pelo governo brasileiro. Eles tinham que pagar paulatinamente esses custos e, como era no Sistema de Parceria, pagavam 50% de sua produção para o proprietário da terra. No primeiro decênio do Sistema de Parceria, os colonos mandavam cartas para os parentes se dizendo satisfeitos com as condições de trabalho. Como todas as coisas estavam dando bem no que tange o trato com os imigrantes, aquilo repercutiu e foi muito importante para o convencimento dos cafeicultores paulistas na substituição do braço escravo pelo imigrante e para os momentos antes da abolição da escravidão. Nessa época, a Vergueiro e Cia repassou imigrantes para outras fazendas para 39 colônias de parceria (que eu encontrei até agora) da Província de São Paulo, como em Jundiaí, Ubatuba, Piracicaba, Porto de Paranaguá. Mas existem muitos lados dessa moeda. Os fazendeiros estavam acostumados a tratar com escravos. Muitos pagavam paulatinamente aos colonos, e há relatos de colonos que foram mandados para o tronco de escravos. É óbvio que havia também fazendeiros que tratavam bem os imigrantes. Mas também havia governos que expurgaram o que havia de pior que em suas terras, como vagabundos, criminosos, para o Brasil. Assim como hoje, você nas empresas bons funcionários e péssimos funcionários, você tem bons patrões e péssimos patrões. O que aconteceu foi que, em determinado momento, por conta da maneira como os contratos foram feitos, o sistema começou a degringolar. Havia, por exemplo, uma clausura de solidariedade que foi inserida nos contratos pelos suíços: isso significava que todos tinham que pagar as dívidas que estavam no contrato, inclusive de gente agregada, que eram os imigrantes que não trabalhavam ou que iam embora da colônia. Ou seja, os que trabalhavam pagavam as dívidas que estavam nos contratos por outros. Também havia outros problemas. A lei dos contratos era muito severa com os colonos. Nos momentos dos embates jurídicos, os fazendeiros de famílias tradicionais tinham privilégios. E havia conflitos religiosos entre os brasileiros católicos e os imigrantes protestantes. Essas situações surgiram porque não foram reguladas as relações entre patrões e empregados.
    RH: Como se fizeram as dívidas dos colonos, o quão grande era, o quanto eles recebiam por um alqueire de café, e se havia liberdade de informação sobre as condições locais, principalmente a livre correspondência com a velha pátria? Os imigrantes se articulavam sobre essas questões.
    JEHJ: É difícil dizer se os imigrantes se reuniam. Eles ficavam sabendo do que acontecia em outras colônias. Os próprios cônsules suíços comentavam isso. Mas os documentos também mentem. Assim como o senador Vergueiro, o Davatz não foi herói nem vilão. A partir de janeiro de 1856, ele já era mestre-escola da Colônia Senador Vergueiro. Muitos autores elegeram Thomas Davatz como um grande herói helvético do século passado por sua empreitada em defesa de seus patrícios contra a Vergueiro & Cia. Creio que esses pesquisadores não tinham conhecimento de que o mestre-escola desejava se transformar em agente de emigração/imigração. Se acha documentos falando tudo. Em temas polêmicos, cada um contava sua versão. É difícil de saber apenas pelos imigrantes o que realmente aconteceu. Não é o papel do historiador afirmar o que realmente aconteceu. Fica por conta do leitor o julgamento.
    RH: Você destaca no livro a Revolta dos Parceiros, feita por imigrantes suíços na Fazenda Ibicaba, em 1856. Houve alguma outra grande revolta de imigrantes na época do Sistema de Parceria?
    JEHJ: Em termos de contundência, a de Ubatuba [1857] foi a pior. Mas a de Ibicaba teve repercussão maior porque a Vergueiro e Cia era dona da fazenda e era uma colônia de referência na Europa. Isso gerou descrédito porque proprietários de outras colônias pagavam ao Vergueiro para trazer imigrantes, e eles não queriam que isso chegasse até outras colônias.

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/imigracao-em-pauta

Colaboração Instituto de Genealogia de Santa Catarina  INGESC

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Seminário Internacional Hospedarias de Imigrantes

clique para ampliar


Divulgação e mais informações Luis Reznik
 lreznik@puc-rio.br telefone 21-998055510.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

IMIGRAÇÃO - COLÔNIA ALESSANDRA DE SAVINO TRIPOTI

IMIGRAÇÃO
COLÔNIA ALESSANDRA DE SAVINO TRIPOTI

Engenheira Química Jussara Nena  Cavanha Almeida



Savino Tripoti, proprietário da Colônia Alessandra, foi escolhido como bode expiatório para justificar o fracasso do processo de importação de imigrantes destinados à formação de colônias agrícolas no Brasil durante a década de 1870.

Como muitos outros empresários Savino Tripoti assinou contrato com o Governo Imperial para a implantação de colônias agrícolas particulares em solo brasileiro. Os contratos assinados previam que o governo subvencionaria a importação dos imigrantes necessários para a implantação dos projetos.

Tripoti adquiriu terras com recursos próprios conforme consta de escrituras públicas lavradas no Primeiro Tabelionato de Paranaguá, as quais se encontram preservadas e foram transcritas no livro Colônia Alessandra. Seu procurador Manoel Antonio Guimarães, o Visconde de Nacar, escolheu para fixação do empreendimento terras limitadas pelos rios Vermelho, Ribeirão, Boguaçú, Emboguaçú e Toral.  Esta área, a pouca de distância de Paranaguá-Paraná, já havia sido apontada como fértil e adequada para a implantação de colônia agrícola do Estado em documento encaminhado ao presidente da Província pela Câmara de Paranaguá no ano de 1871, documento este preservado pelo Arquivo Público do Paraná e transcrito no livro Colônia Alessandra.

 Para poder receber em adiantamento 5:000$000 (cinco contos de reis), parte dos   200:000$000 (duzentos contos de reis) previstos como subvenção a ser paga pelo governo brasileiro ao empresário para importação de imigrantes,Tripoti assinou contrato com a Fazenda Nacional.  Giácomo Nicoláo de Vicenzi interveio como fiador neste contrato. Como garantia para que pudesse ser liberado o adiantamento Tripoti hipotecou as terras da Colônia para o mencionado empresário. Em 1873, através de escritura pública preservada pelo Arquivo Nacional e transcrita no livro Colônia Alessandra, a hipoteca foi liberada passando as terras da Colônia a garantir adiantamento de 30:000$000 ( trinta contos de reis). O valor das terras avaliadas em 29:640$000 (vinte e nove contos, seiscentos e quarenta mil reis) foi complementado pelo depósito de 360$000 (trezentos e sessenta mil reis) efetuado em dinheiro por Tripoti diretamente  na Thesouraria do Thezouro Nacional conforme registrado na escritura acima referida.

Embora enfrentasse dificuldades para atrair colonos para seu empreendimento o trabalho desenvolvido pelo empresário e os colonos então assentados na Alessandra logo frutificou e seus produtos chegaram a receber diplomas de honra na Feira Mundial da Philadelphia no ano de 1876, conforme atesta documento preservado pelo Arquivo Público do Paraná.

Em Janeiro de 1877 aportou no Rio de Janeiro o vapor Isabella trazendo 574 imigrantes sendo 362 contratados pelo agente de imigração Joaquim Caetano Pinto Junior com destino a colônias do Estado e os restantes por Savino Tripoti, destinados a sua colônia particular. Ou seja, por vários dias conviveram pessoas com destinos diversos e com instruções diferentes quanto à forma a serem estabelecidas no Brasil. Os contratados por Caetano Pinto traziam panfleto que os motivara a emigrar e onde constava que o Brasil doaria terras e utensílios. Os contratados por Savino Tripoti haviam assinado, antes do embarque, documento no qual constava que estavam cientes que eram destinados a uma colônia particular e que deveriam pagar pela terra e todos os benefícios que lhes fossem adiantados. Então, confinados em um mesmo espaço 24h por vários dias era natural que a troca de informações induzisse os destinados à colônia particular a reivindicar as mesmas vantagens prometidas aos destinados a colônias do Estado.

Depois que chegaram para a Colônia Alessandra e lhes foi distribuído viveres e os lotes para assentamento os imigrantes passaram a reivindicar os privilégios que constavam no panfleto, do qual receberam exemplar durante a viagem, conforme registrou Savino Tripoti em seu Memorial enviado ao Ministro da Agricultura, reproduzido no livro Colônia Alessandra, e atestou o Agente Oficial de Colonização Sebastião Marques de Souza em carta entregue pelo Engenheiro  Parigot ao presidente da Província,  preservada pelo Arquivo Público do Paraná.

Na carta o agente registrou que tanto ele quanto o engenheiro eram testemunhas da recusa dos imigrantes em permanecer na colônia particular e a exigência de serem transferidos para colônias do Estado onde receberiam tudo gratuitamente. Também o agente solicitava uma medida pronta e eficaz para solucionar aquela emergência. Muitos são os telegramas enviados por Tripoti, os quais se encontram no acervo do Arquivo Público do Paraná, solicitando ao presidente o envio da força pública para controlar a rebelião.

Lamenha Lins, então presidente da Província do Paraná, não atendeu aos apelos do empresário da Colônia Alessandra e do agente da colonização. Este descaso serviu para reforçar para os imigrantes a ideia de que Tripoti os estava enganando e a insurreição tomou corpo. Quando finalmente o presidente se dirigiu à Colônia Alessandra ao invés apaziguar os ânimos provando que pela lei brasileira o imigrante deveria pagar pela terra que fosse ocupar, fosse ela em colônia particular ou do Estado, Lamenha Lins aceitou a imposição dos imigrantes e prometeu que a colônia seria transferida para o governo, alimentando assim a esperança  dos revoltosos de que em breve  seria cumprida a promessa de que receberiam graciosamente terras e ferramentas para se instalar como pequenos proprietários rurais. Foi uma demonstração de fraqueza da parte de Lamenha Lins que acabaria por decretar o fim da Colônia fundada por Savino Tripoti.

Após Lamenha Lins se retirar da Colônia os imigrantes passaram a depredar parte das instalações físicas da Colônia e a ameaçar a integridade física do empresário e seus empregados.

As notícias do motim não tardaram a chegar ao Rio de Janeiro e o fornecedor de víveres para a Colônia, a Casa Fiorita, cortou os fornecimentos contratados por Tripoti. Este se viu forçado a admitir que  perdera a condição de alimentar os colonos recém chegados e os que estavam a caminho.

A partir do momento que Lamenha Lins não enfrentou a rebelião e cedeu à vontade dos revoltosos Tripoti entendeu que não conseguiria restabelecer a ordem e que os outros indivíduos que estavam embarcados a caminho da Colônia iriam acompanhar as exigências dos rebeldes e se recusariam a pagar pelas terras que viessem a ocupar. Então decidiu entregar o empreendimento ao Governo mediante indenização, conforme documentos que constam do acervo do Arquivo Público do Paraná.

A proposta feita pelo representante do governo, Inspetor Alfredo Chaves, para aquisição da propriedade não foi aceita por Tripoti.  Como Alfredo Chaves não convenceu Tripoti a ceder seu empreendimento para o governo e para evitar que o Estado tivesse que indenizar os direitos de Tripoti em relação às despesas efetuadas pelo empresário com o transporte dos colonos que estavam chegando Alfredo Chaves tentou caracterizar como imigração espontânea a chegada daqueles indivíduos e  transferiu parte deles para a Colônia Pereira e posteriormente para Morretes, onde foram instalados  na pequena Colônia Nossa Senhora do Porto ali existente e  que mais tarde deu origem à Colônia Nova Itália. Estes episódios estão registrados em documentos que hoje fazem parte do acervo do Arquivo Público do Paraná.

Considerando-se credor a título de adiantamentos da subvenção devida ao empresário por conta do pagamento das despesas contratuais para importação de imigrantes destinados ao projeto Colônia Alessandra, o Governo Imperial sequestrou a Colônia e moveu ação judicial em face de Savino Tripoti.  O empresário foi constrangido a deixar a Colônia e o governo assumiu o empreendimento. Foi nesta ocasião que houve alteração do nome para Colônia Alexandra. Ao final do processo judicial movido em face de Savino Tripoti pela Fazenda Nacional ficou provado que o empresário era credor do Governo. Como o pagamento era postergado a cada legislatura o Governo Italiano interveio. A questão foi resolvida pelo Ministro do Brasil na Bolívia conforme relatório apresentado pelo Ministro e Secretário dos Negócios Estrangeiros Francisco de Carvalho Soares Brandão, apresentado à Assembléa Geral Legislativa na quarta sessão da décima oitava legislatura, ano 1883.

Os imigrantes que permaneceram na Colônia após a intervenção do governo foram impedidos de deixar o local dando início ao período conhecido como Purgatório.  As máquinas e equipamentos que compunham os engenhos e outras unidades fabris implantados por Tripoti se deterioraram pela falta de manutenção conforme atestam documentos preservados pelo Arquivo Público do Paraná. Os imigrantes continuaram plantando, porém,  pela falta de   equipamentos para beneficiar a colheita e também a falta de estrada carroçável  para  levar o produto do trabalho para venda nos mercados próximos,  acabaram em condições miseráveis. Como se observa nos documentos preservados  o Ministro Sinimbú determinou a liberação de recursos para a construção de um engenho central na Colônia Alexandra mas os ditos recursos jamais chegaram ao seu destino.

Já sem esperanças, e em condições deploráveis no ano de 1879 os imigrantes enviaram carta ao presidente da Província,  reproduzida no livro Colônia Alessandra, onde consta um dramático apelo: “DAE NOS PÃO POR MEIO DO TRABALHO”. Solicitavam ao governo a construção de estrada que ligasse a Colônia com Paranaguá para transportar a produção a ser comercializada e escolas para as crianças.  Não foram atendidos. No ano de 1880 muitas famílias da Alexandra se engajaram na construção da Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba e rumaram para a Capital em busca de melhores condições.

O alto grau de periculosidade que envolvia a abertura de tuneis nas rochas e o assentamento das fundações das pontes a beira do precipício propiciava acidentes frequentes e não poucas vezes fatais. Este foi o motivo pelo qual algumas famílias preferiram permanecer na Alexandra ocupando a área hoje denominada Morro dos Ingleses, às margens da BR 277 sentido Curitiba - Paranaguá. Vivem atualmente naquele local descendentes de colonos imigrantes, cultivando a terra e desfrutando de prosperidade.

Historiadores atribuem a Savino Tripoti a responsabilidade pelo infortúnio de milhares de imigrantes italianos e austríacos que rumaram para o Brasil na década de 1870. Omitem o contrato entre  Joaquim Caetano Pinto Junior e o Governo Imperial  embora este empresário tenha sido  o verdadeiro responsável pelo transporte da maioria esmagadora de indivíduos que deixaram a Europa rumo ao Brasil naquele período, contrato este  que acabou por desestabilizar o programa de atração de agricultores para o Brasil orientada pelo Decreto nº 3784 de 19 de Janeiro de 1867, conforme registros preservados pelo Arquivo Nacional.



Ref.: Cavanha, Jussara Nena – Colônia Alessandra – Editora Progressiva, 2012 - Curitiba.





IMIGRAÇÃO – Agente Joaquim Caetano Pinto Junior


 IMIGRAÇÃO
Agente Joaquim Caetano Pinto Junior


Engenheira Química Jussara Nena  Cavanha Almeida


O Empresário Joaquim Caetano Pinto Junior foi autorizado a assinar contrato com o Governo Imperial Brasileiro, através do Decreto nº 5.663 de 17 de Junho de 1874para importar cem mil imigrantes europeus em um prazo de dez anos. O Decreto estabelecia como destino dos europeus as colônias do Estado, a exceção das situadas na Província do Rio Grande do Sul.  A quantidade de imigrantes a serem transportados, autorizada por meio do contrato em questão, era em muito superior aos contratos assinados com outros agentes de imigração e proprietários de colônias particulares. O Ministro da Agricultura João Lins Vieira Cansansão de Sinimbú alertou em seu relatório referente ao ano de 1877 que o contrato não havia sido aprovado explicitamente pelo Poder Legislativo. Dom Pedro II não necessariamente deveria pedir autorização ao Poder Legislativo para conceder benefícios, mas, um projeto desta magnitude, poderia ter merecido uma análise prévia para verificar a sua viabilidade e inclusive disponibilidade de recursos financeiros para a sua execução.

Lendo os muitos decretos referentes à importação de imigrantes na década de 1870, que constam da página eletrônica da Câmara dos Deputados, percebe-se que, à exceção do relativo a Joaquim Caetano Pinto Junior, no qual ficou estabelecido que o compromisso do empresário para com o imigrante terminava no instante do desembarque do estrangeiro em um porto brasileiro, os demais empresários sempre estavam compromissados em assentar o imigrante em uma colônia agrícola ou buscar-lhe trabalho em uma fazenda.

No contrato assinado entre o Governo Imperial e Joaquim Caetano Pinto Junior estava estabelecido que os valores devidos à conta dos serviços prestados pela importação de imigrantes poderiam ser recebidos na Corte (Rio de Janeiro) assim que fosse comprovado, por funcionário da Inspetoria Geral de Terras e Colonização, o desembarque do estrangeiro em solo brasileiro. Observa-se nas primeiras páginas das relações de imigrantes embarcados na Europa por conta do dito contrato, relações estas preservadas pelo Arquivo Nacional, que está registrado o nome completo do empresário Joaquim Caetano Pinto Junior e que  Caetano Pinto está destacado com letras maiúsculas. Ainda importante observar em algumas verificações de listas de imigrantes transportados a conta do contrato firmado entre Joaquim Caetano Pinto Junior e o Governo Imperial, desembarcados no Porto do Rio de Janeiro, que o agente da Inspetoria Geral de Terras e Colonização assinou como sendo Caetano Pinto.  Então, Joaquim Caetano Pinto Junior no mesmo tempo em que era agente de imigração, também era funcionário do Ministério da Agricultura? Este fato talvez explique o motivo pelo qual o contrato que assinou com o Governo Brasileiro lhe proporcionasse grandes vantagens quando comparado com os demais contratos vigentes na época.

Era cláusula do decreto que autorizou o contrato entre o Governo e Joaquim Caetano Pinto Junior que fosse informado ao emigrante, no momento do embarque para viagem, que este estava rumando espontaneamente para o Brasil, sem compromisso nem contrato algum e, por este motivo, nenhuma reivindicação o imigrante poderia fazer ao Governo Brasileiro. Apenas comunicar estas condições no momento do embarque e estar isento da responsabilidade quanto ao futuro daqueles que atraia e transportava permitia ao agente fazer uso de falsas promessas para motivar o europeu a abandonar seu próprio país em busca da tão sonhada prosperidade. Em documentos como o enviado pelo Agente de Colonização de Paranaguá ao Presidente da Província do Paraná, preservado pelo Arquivo Público do Paraná, e no Memorial de Savino Tripoti destinado ao Ministro da Agricultura em 1877, reproduzido no livro Colônia Alessandra, existem referências a que Caetano Pinto promovia propaganda na Europa anunciando que o Brasil forneceria terras graciosamente para o imigrante. A lei então vigente no Brasil não permitia o cumprimento desta condição o que acabou causando revolta de grupos de imigrantes que exigiam o cumprimento das promessas feitas na Europa. A principal consequência da propaganda enganosa realizada por Caetano Pinto foi a recusa dos imigrantes em  permanecer em colônias particulares e exigirem o assentamento em colônias do Estado  na esperança de que fossem cumpridas as promessas que os motivara a emigrar.

Outra cláusula do contrato entre o governo e o empresário estabelecia que, para os imigrantes transportados por Joaquim Caetano Pinto Junior, o Governo Imperial pagaria o transporte do porto até à colônia do Estado para a qual o imigrante escolhesse ser estabelecido e, também, alimentação e hospedagem durante os oito primeiros dias após sua chegada. Ainda, o Governo garantiria o preço da terra a ser adquirida pelo colono para que este pudesse se estabelecer como pequeno  proprietário rural, mas, que seriam acrescidos ao valor da referida terra as obrigações constantes do Decreto nº 3784 de 19 de Janeiro de 1867, decreto este que definira as regras para a implantação de colônias do Estado. Isto é, todos os “benefícios” que o Governo Brasileiro se dispunha a oferecer ao imigrante que aqui chegasse transportado pelo agente Joaquim Caetano Pinto Junior na verdade eram adiantamentos que mais tarde deveriam ser restituídos ao Estado quando do pagamento da terra adquirida pelo imigrante.

No relatório do Ministro Thomaz Coelho, ano 1876, está descrita a quantidade de imigrantes importados por contratos firmados entre empresas e empresários com o Governo Imperial de onde se extrai que dentre outros:

•          a Companhia de Navegação Transatlântica havia importado entre 1873 e 1876 um total de  11.111 imigrantes;
•            Joaquim Caetano Pinto Junior havia transportado da Europa para o Rio de Janeiro 18. 220 indivíduos sendo 13 em 1874, 7.321em 1875 e 10.886 em 1876. Ainda no ano de 1876 pelo mesmo Joaquim Caetano Pinto Junior foram transportados 4.571 italianos e austríacos diretamente para as Províncias do Espírito Santo e Santa Catarina. Então o total de imigrantes que o referido senhor importou até aquela data somava 22.791 indivíduos;
•            Pereira Alves  Bendaszeski & Comp importaram entre 1º Agosto 1875 e 31 de Dezembro 1876  o total de 897 indivíduos.
•          Savino Tripoti introduziu na Colônia Alessandra no ano de 1876 apenas 179 imigrantes.


Ranieri Venerosi Pisciolini registrou em seu livro Le Colonie Italiane nel Brasile Meridionale  que o levantamento efetuado por ele junto ao Porto de Gênova, revelou que dos 2076 emigrantes embarcados  nos meses de Julho, Agosto e   Setembro de 1876 apenas 188 eram contratados por Savino Tripoti  sendo o restante por Joaquim Caetano Pinto Junior.                        
No Relatório do Ministro Sinimbú relativo ao ano de 1877 constou que dos inúmeros contratos assinados para a introdução de colonos estrangeiros no País apenas quatro permaneciam em vigor na data do relatório dentre os quais  o celebrado com Joaquim Caetano Pinto Junior. Esclareceu o Ministro em seu relatório que este fora apenas suspenso em Abril/1877 até a definitiva deliberação do Poder Legislativo para o seu encerramento porque o Thesouro não detinha condições financeiras para pagar os créditos do empresário à conta do transporte de imigrantes. Também, que para não agravar o problema de caixa do governo foi preciso rescindir os contratos firmados com empresários de colônias particulares no decorrer daquele ano de 1877.

Apesar de estar com seu contrato suspenso pelo Ministério da Agricultura o empresário Joaquim Caetano Pinto Junior continuou transportando emigrantes da Europa para o Brasil.

No livro ‘Questione sociale ed emigrazione nel Mantovano 1873-1896, Marco Gandini registra a existência no Archivio di Stato di Mantova de circular do Ministro Nicotera aos governadores de províncias italianas, datada de 13 de Setembro de 1877, comunicando que o Governo Brasileiro, ao invés de facilitar a emigração, havia suspendido qualquer tipo de alistamento de emigrantes. Gandini também encontrou registros de que o Governador da Província de Mântua - Itália comunicou ao referido Ministro Nicotera que, em 02 de Outubro de 1877, haviam sido embarcadas 86 famílias de Quingentole, Schivenoglia e outros “comuni” de Mântua para o Brasil pela agência marítima de Clodomiro de Bernardes, estabelecida em Gênova, a qual trabalhava para Gaetano Pinto - representante consular do Brasil na Itália e encarregado de organizar a emigração para o Brasil.

O Arquivo Nacional preserva duas relações de imigrantes transportados à conta do contrato firmado entre Joaquim Caetano Pinto Junior e o Governo Imperial que chegaram em Novembro de 1877 as quais comprovam que o empresário continuou embarcando estrangeiros para o Brasil mesmo após o seu contrato ter sido suspenso, contrariando inclusive os comunicados que haviam sido expedidos pelo Governo Brasileiro no sentido de interromper a imigração subsidiada naquele momento.

Os registros de imigrantes que aportaram nos anos 1877 e 1878 a conta de Joaquim Caetano Pinto Junior, preservados pelo Arquivo Nacional e compilados no livro Colônia Alessandra, comprovam que, depois que o Governo Brasileiro suspendeu o contrato para importação de imigrantes, Joaquim Caetano Pinto Junior passou a intensificar a saída de navios transportando europeus com destino aos portos brasileiros. Também que no final de 1877 e no ano de 1878 os navios passaram a transportar muito mais indivíduos por viagem.

Nas listas de passageiros de navios compiladas e publicadas no livro Colônia Alessandra se observa que inicialmente a maior parte dos emigrantes transportados por Joaquim Caetano Pinto Junior era composta por emigrantes lombardos e tiroleses. Os vênetos passaram a fazer parte das listas de passageiros somente após o segundo semestre de 1877.

Conforme o Decreto nº 6953 de 28 de Junho de 1878 o valor do crédito a que tinha direito o empresário Joaquim Caetano Pinto Junior a conta de importação de imigrantes totalizava 1.981:500$000 (um mil novecentos oitenta e um contos e quinhentos mil reis). No mesmo decreto observa-se que outros empresários e empresas de imigração também eram credores do Governo por conta da importação de imigrantes. A Sociedade Colonizadora de 1849 em Hamburgo era credora do Governo do valor de 70:000$000 (setenta contos de reis), enquanto que para a Companhia de Navegação Transatlântica, cujo contrato foi rescindido pelo Ministro Sinimbú, eram devidos 174:570$000 (cento setenta e quatro contos e quinhentos setenta mil reis).   Estes valores atestam o quanto o empresário foi beneficiado em relação aos demais.

O contrato para importação de imigrantes não foi o único privilégio do empresário. Em 1881 Joaquim Caetano Pinto Junior foi contratado pelo Conde d’Eu e sua esposa, a Princesa Izabel, para administrar a colônia implantada nas terras banhadas pelos rios Tubarão, Capivary e seus afluentes na Província de Santa Catharina as quais faziam parte do dote matrimonial da Princesa.

Os benefícios auferidos por Joaquim Caetano Pinto Junior continuaram após a Proclamação da República. Seu filho, Engenheiro Oscar Pinto, contratou a construção de ramais ferroviários a serem ligados à Estrada de Ferro Central do Brasil, Decreto nº 474 de 01 de Agosto de 1891. Com a morte do engenheiro a concessão foi requerida por Joaquim Caetano Pinto Junior sendo este atendido em sua pretensão através do Decreto nº 684 de 21 de Novembro de 1891. Tempo depois o contrato firmado entre o Engenheiro Oscar Pinto e o Governo Federal foi declarado sem efeito através do Decreto nº 1015 de 16 de Agosto de 1892 sob a alegação de que além de conter favores que unicamente podiam ser conferidos pelo Congresso Nacional também não poderia ser incluído em nenhum dos casos estipulados pelo Decreto nº 524 de 26 de Junho de 1890 o qual estabelecia regras sobre a competência do Governo Federal e a dos Estados Unidos do Brazil para concessão de estradas de ferro.

Através do Decreto nº 2506 de 01 de Maio de 1897 o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas abriu crédito no valor de 3.757:400$000 (três mil setecentos cinquenta e sete contos e quatrocentos mil reis) para proceder ao pagamento de indenização por lucros cessantes nos contratos rescindidos, do débito do Governo para com os empreiteiros e da liquidação de todos os serviços relativos a obras suspensas. O valor do crédito de Joaquim Caetano Pinto Junior, de acordo com o Decreto 2506, totalizava 1.100:000$000 (um mil cem contos de reis). O segundo maior valor era devido para a Empreiteira Drummond & Passos o qual totalizava 600:000$000 (seiscentos contos de reis). Todos os demais contratos, num total de onze, não ultrapassavam individualmente a cifra de 400:000$000 (quatrocentos contos de reis).

Interessante observar que Joaquim Caetano Pinto Junior tanto no período Imperial quanto no período da República foi beneficiado com contratos e créditos privilegiados o que leva a pensar que o referido senhor não era o único a auferir benefícios nos contratos que firmou com o governo brasileiro.


Ref.: Cavanha, Jussara Nena – Colônia Alessandra – Editora Progressiva, 2012 – Curitiba;

Gandini, Marco - Questione Sociale ed Emigrazione nel Mantovano 1873- 1896 - Editoriale Sometti  seconda edizione, 2000 - Mantova;

Pesciolini, Ranieri Venerosi - Le Colonie Italiane nel Brasile Meridionale - Fratelli Bocca, 1914 - Torino.




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