quarta-feira, 25 de novembro de 2009

VIII - Análise do Resultado - Imigrantes em Leopoldina, MG

 

Imigrantes em Leopoldina, MG

VIII - Análise do Resultado

 

É reconhecida a impossibilidade de se retratar fielmente o passado, uma vez que, por mais que se controle a análise dos documentos, ela é sempre orientada pelo presente, ou seja, pela interpretação que o pesquisador é capaz de fazer dos vestígios que consegue recuperar.

Destacamos, a propósito, que em Apologia da História (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001, p.73) Marc Bloch chama a atenção para as características da observação, já que
o conhecimento de todos os fatos humanos no passado deve ser um conhecimento através de vestígios.
Este autor indica a contribuição das testemunhas como fonte subsidiária para que o pesquisador volte no tempo se fazendo acompanhar de materiais fornecidos por gerações passadas. Entretanto, alerta (p. 75),

o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa.

Assim é que, através de pistas fornecidas pelos colaboradores, foi possível fazer uma comparação entre as citações encontradas nas fontes. Inclusive, e isto é de enorme importância, entrevistas indicaram caminhos para se identificar transformações sofridas por grande número de sobrenomes italianos.

Nunca será excessivo mencionar dois exemplos clássicos. Num deles, um italiano aparece no registro de estrangeiros como Severino Terceira, nome que dificilmente será original. O outro caso é o de Sancio Maiello que se transformou em Francisco Ismael.

VII - Outras buscas - Imigrantes em Leopoldina, MG

 

Imigrantes em Leopoldina, MG

VII - Outras buscas

 


Uma outra fase do levantamento foi realizada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Ali foram encontrados alguns processos de registro dos estrangeiros que viviam em território nacional na década de 1940. Além disso, contamos com a prestimosa colaboração do saudoso Luiz Raphael, que mantinha no Espaço dos Anjos um bom número de cópias de documentos deste gênero.

Numa outra fase do projeto, a contribuição de nossos entrevistados foi muito importante. De modo geral, abordamos descendentes e antigos moradores de Leopoldina para uma conversa informal. Evidentemente levávamos um roteiro dos pontos de nosso interesse, mas sempre optamos por entrevistas semiestruturadas por acreditarmos que os interlocutores se sentiriam mais à vontade. Nestes contatos, além de nos contarem o que sabiam sobre os imigrantes, muitas vezes nos ofereceram documentos e fotografias.

VI - Processo de Busca - Imigrantes em Leopoldina, MG



Imigrantes em Leopoldina, MG

VI - Processo de Busca

Inicialmente foram listados os nomes constantes das fontes encontradas, relativos a um espaço de tempo mais amplo do que o recorte temporal especificado. Os livros paroquiais consultados foram os de batismo de 1852 a 1930 e os de casamentos de 1872 a 1930.

Esta coleta permitiu estabelecer o período provável de entrada dos imigrantes entre 1875 a 1910, o qual determinou as buscas nas listas de passageiros e nos livros das hospedarias. Entretanto, só foi possível localizar registros de hospedarias entre 1888 e 1901.

Quanto aos livros de sepultamento, só foram encontrados os do cemitério da sede municipal a partir de 1889. Por não terem sido localizados os livros relativos aos distritos de Leopoldina, seria necessária uma busca pessoal em cada cemitério, correndo-se o risco de inúmeras falhas por não terem sido preservadas todas as lápides. Optamos, então, por registrar apenas os óbitos localizados nas fontes textuais disponíveis.

Da mesma forma, não houve sucesso na tentativa de levantamento intensivo dos registros de compra e venda de imóveis. O Cartório de Registro de Imóveis de Leopoldina permitiu, uma única vez, que se consultasse um arquivo com fichas descritivas. Outras informações do gênero foram obtidas em certidões gentilmente fornecidas por familiares, em processos de inventário, nos Relatórios da Colônia Agrícola da Constança e em notícias de jornais.

V - Teoria Necessária - Imigrantes em Leopoldina, MG

 

Imigrantes em Leopoldina, MG

V - Teoria Necessária

 

Em História e Memória (4. ed. Campinas: Unicamp, 1996), Jacques Le Goff declara que  o passado é possível recuperar duas formas de memória: os monumentos e os documentos. Monumento é o que pode evocar o passado e permitir a recordação do vivido, como estátuas, construções e atos escritos. Assim como os monumentos entendidos nesta acepção, os documentos históricos são também monumentos, produzidos conscientemente para deixar registrado um momento, uma passagem ou uma forma de ordenamento social. O documento escrito é resultado da escolha de quem o produziu, baseado nas concepções vigentes ao seu tempo.

Acrescente-se o ensinamento de Michel de Certeau em A Escrita da História (2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p.81) a respeito da produção de documentos pelo pesquisador. Ao iniciar um trabalho, é necessário separar o material e reordená-lo na forma adequada ao estudo que se pretende. Este movimento é designado como produção de documentos de pesquisa. Portanto, numa pesquisa historiográfica podem ser utilizados documentos históricos (monumentos) para se produzir documentos de pesquisa. O estudioso, segundo Michel de Certeau, não aceita simplesmente os dados, mas combina-os para constituir as fontes sobre as quais atuará.

Sobre este aspecto, lembremo-nos de Carlo Ginsburg em Mitos, emblemas, sinais (São Paulo: Cia das Letras, 1990) quando chama a atenção para o fato de que se deve dar prioridade à fonte original, procurando o que é peculiar e importante para reconstruir um acontecimento do passado de acordo com os objetivos do estudo que se realiza.

IV - Período a ser analisado - Imigrantes em Leopoldina, MG

 

Imigrantes em Leopoldina, MG

IV - Período a ser analisado

 

Todo pesquisador sabe que é fundamental estabelecer um recorte temporal para tornar viável o empreendimento. Sabe, também, que é necessário estabelecer adequadamente o seu objeto de pesquisa.

No caso em pauta, era aconselhável restringir o número de pessoas a serem estudadas. Entretanto, levantou-se a hipótese de variações em torno da lista de nomes identificados nos livros paroquiais. Desta forma, ficou estabelecido que seriam acrescentados os nomes que surgissem nos demais documentos disponíveis e que a citação em mais de uma fonte seria tomada como base para o reconhecimento do imigrante como residente em Leopoldina.

Sendo assim, decidimos que o período de análise corresponderia à segunda fase da história de Leopoldina, ou seja, entre 1880 e 1930.

III - Pensando a Pesquisa , Imigrantes em Leopoldina , MG

 

Imigrantes em Leopoldina, MG

III - Pensando a Pesquisa

 

A justificativa para realizar a busca foi facilmente delineada. Embora os moradores de Leopoldina reconheçam que o centro urbano é habitado por grande número de descendentes de italianos, não se sabe de iniciativas de valorização desta comunidade. A exceção é a representação que ocorre anualmente na Feira da Paz, evento em que os clubes de serviço promovem atividades festivas de congraçamento. Procuramos por um representante da comunidade, sem sucesso. Órgãos representativos também não existiam. E as pessoas consultadas demonstraram nada saber sobre a chegada dos primeiros italianos e a trajetória daquelas famílias.


Ao ser esboçado o projeto, foi feito um levantamento das fontes passíveis de serem analisadas. Decidimos que os dados obtidos no levantamento dos livros paroquiais seriam comparados com os registros de entrada de estrangeiros; processos de registro dos que viviam no município por ocasião do Decreto 3010 de 1938; livros de sepultamento; pagamento de impostos e tributos municipais; escrituras de compra e venda de imóveis; e notícias em periódicos locais. Esclarecemos que o Decreto citado foi promulgado por Getútlio Vargas e determinava que todo imigrante residente em território nacional deveria preencher um requerimento a ser encaminhando para controle pelo Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras. Os que foram preservados encontram-se no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.

II - A escolha dos Imigrantes Italianos



Imigrantes em Leopoldina, MG

II - A escolha dos Imigrantes Italianos

Pesquisar é buscar resposta para uma questão que surge no contato com um tema. De modo geral o processo tem início quando, ao procurar conhecimento sobre um assunto, o leitor se sente atraído por um aspecto não abordado pelas obras disponíveis. No caso de pesquisas historiográficas relativas ao resgate da memória de uma cidade, isto se torna mais claro porque o pesquisador resolve fazer a busca por não ter encontrado uma fonte suficiente para esclarecê-lo. Entretanto, nem sempre se percebe que o trabalho já começou. E a falta de um esboço pode acarretar uma desistência, já que não é possível prosseguir sem haver clareza do problema, do objetivo, da justificativa e da metodologia que será utilizada.

Em outros momentos já foi declarado que o interesse pela imigração em Leopoldina surgiu no decorrer de estudo sobre as famílias que ali viveram no primeiro século de sua existência. Ao realizar um levantamento nos livros paroquiais, observou-se grande número de sobrenomes não portugueses entre os pais das crianças batizadas, os noivos e os padrinhos dos eventos ocorridos na paróquia entre 1872 e 1930. Quando encerrado aquele estudo, um outro foi iniciado e resultou no texto A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio. Este estudo foi publicado pela primeira vez em 1999 e em 2009 foi revisto e republicado.

O levantamento demonstrou que 10% dos noivos do período de 1890 a 1930 eram imigrantes, sendo 9% italianos e os demais eram naturais de Portugal, Espanha, Síria, Açores, França, Ilhas Canárias, Egito, sendo que de uma parte não identificamos o país de origem. Por esta razão, optamos por estudar inicialmente os italianos.

Pesquisa sobre a Imigração em Leopoldina I

 

Imigrantes em Leopoldina, MG

Pesquisa sobre a Imigração em Leopoldina I

 

Em A Escrita da História (2. ed., 2006, p. 77), Michel de Certeau declara que

"a articulação da história com um lugar é a condição de uma análise da sociedade."
 Os motivos que levam os pensadores a analisar uma sociedade são múltiplos. Mas para nós, que já nos dedicávamos há tantos anos a buscar conhecimento sobre Leopoldina, uma certeza já se fixara: sabíamos que a ordenação de informações resultaria em benefício para os moradores, na medida em que conhecer a própria origem dá ao ser humano a oportunidade de reconhecer-se no tempo e no espaço, realimentando sua própria identidade e abrindo um novo olhar para o mundo.

Sendo assim, buscamos analisar aquela sociedade a partir de um de seus elementos constitutivos: os imigrantes. O objetivo era oferecer aos conterrâneos uma informação cultural até então pouco discutida, qual seja o reconhecimento da presença dos descendentes de italianos em todas as atividades locais.

A partir de hoje reiniciaremos a publicação de partes dos textos que produzimos ao longo destes 15 anos de pesquisa.

Máfias provocam medo e fascínio desde o final do século XIX

Primeiros grupos surgiram na Sicília para proteger proprietários de terra.
Professor de Oxford diz que bicheiros do Rio se organizaram como máfia.

Amauri Arrais Do G1, em São Paulo 

 

Um homem fuma calmamente um cigarro no lado de fora de um bar numa manhã de Nápoles. Outro homem, com um boné de beisebol, entra e ao sair, dispara contra o primeiro à queima-roupa várias vezes – a última vez, na cabeça, com a vítima já caída no chão – e sai andando. Uma mulher, que conferia um bilhete de loteria se afasta, assim como um vendedor de cigarros. Um homem com um bebê olha a vítima e sai andando.


A sequência, que poderia estar em um dos filmes da trilogia "O Poderoso Chefão" ou no seriado de TV "Família Soprano", foi captada por câmeras de segurança no dia 11 de maio. Divulgada por promotores para ajudar na identificação do assassino cinco meses depois, foi exibida pelas TVs italianas e acabou sendo postada no site de vídeos compartilhados Youtube em 30 de outubro, onde, até a última terça-feira (17) havia sido vista por quase 19 mil pessoas.

 

Nas últimas semanas, a prisão de importantes líderes levou autoridades italianas a comemorar o que consideraram um duro golpe contra grupos mafiosos das regiões de Nápoles e Sicília. Vista em perspectiva, no entanto, a ação parece mais um capítulo numa história que remete ao final do século XIX.


É desde esta época que, segundo o historiador italiano Salvatore Lupo, autor de "História da Máfia – Das origens aos nossos dias" (Ed.Unesp), começam a surgir as primeiras menções à máfia. O termo, então, tinha um sentido ambíguo. Segundo Lupo, antes de 1860, o termo 'mafiusu' descrevia um homem de coragem e 'mafiusedda', uma moça bela e orgulhosa.


Já a máfia, num cruzamento entre várias acepções, se referia a "empresa ou tipo de indústria criminosa; como organização secreta mais ou menos centralizada; como ordenamento jurídico paralelo ao Estado, ou como anti-Estado."


Os primeiros grupos, de acordo com o sociólogo e historiador Diego Gambetta, professor da Universidade de Oxford e autor de "The Sicilian Mafia" (A Máfia Siciliana, sem edição brasileira), surgiram após as duas tentativas de golpe sofridas pela ilha italiana, em 1848 e 1860.


Organizados, eles protegiam seus membros no estado de caos. Mesmo com a Itália já unificada, em 1870, muitos destes grupos permaneceram ligados. Nos anos seguintes, outras regiões do sul da Itália também ganhariam suas próprias organizações mafiosas, como a Calábria e Nápoles, berço da Camorra, a quem o sociólogo atribui a provável autoria da execução descrita no início deste texto.

 

Foto: AFP

Imagem de câmera de segurança mostra momento em que membro da máfia é executado em Nápoles, na Itália; vídeo já foi visto por quase 19 mil pessoas (Foto: Reprodução / AFP)

Ainda no final do século XIX, famílias de sicilianos emigraram para os Estados Unidos. Com elas, segundo o sociólogo, a máfia também atravessou o Atlântico, se estabelecendo em grandes cidades, como Nova York e Chicago.


É nos EUA que, segundo Salvatore Lupo, a unidade elementar da organização, chamada na Sicília do século XIX por nomes do tipo quadrilha, rede, partido, sociedade, irmandade, é chamada então de família.

 

"A família de máfia corresponde pouco à família de sangue, e tanto na América quanto na Sicília, ontem como hoje, pode ocorrer que apesar das ideologias familiares, nos conflitos inframafiosos, pais e filhos, irmãos e irmãos, encontrem-se em correntes opostas e matem-se entre si", descreve no livro.


De acordo com o autor, é também na América que surge um nome para designar a organização em seu conjunto, "Cosa Nostra" ("coisa nossa"), buscando, segundo Lupo, contrapor o grupo emigrado de outros e onde também "teria adotado modelos impessoais de organização, instituições centralizadas de governo para evitar uma violência interna primitiva e sobretudo danosa aos negócios".

 

Máfia x crime organizado

Mas o que distingue um grupo mafioso de uma organização criminosa comum, como facções criminosas ou terroristas? "Uma máfia é um grupo de homens unidos pela sua reputação comum para intimidar, que usa esta reputação para 'proteger' e controlar mercados criminosos. Mafiosos ganham seus lucros não diretamente do crime, mas indiretamente, controlando os criminosos. O seu maior capital é sua reputação coletiva pela intimidação", disse ao G1 o sociólogo Diego Gambetta.


Para ele, a distinção entre mafiosos e outros negociantes ilegais, está no fato de que os primeiros negociam "proteção". "Uma gangue que lida com drogas não é uma máfia, mesmo que tenha internalizado uma ala violenta que cuida de sua proteção. Guangues deste tipo, que são encontradas do Rio a Baltimore, são instituições menos eficientes, são mais primitivas e menos evoluídas num submundo no qual não há divisão de papéis, e uma máfia e o negócio que ela protege são organizações distintas."


No livro "A História da Máfia...", o historiador Salvatore Lupo questiona o conceito de Gambetta de que o mafioso vende um "bem específico", a proteção, num contexto histórico em que falta segurança.

 

"Parece discutível a avaliação de Gambetta que subestima o fator extorsão em relação ao fator proteção. [...] Em larga medida é justamente a máfia que cria a insegurança da qual se aproveita, podendo-se dizer que a sua única função é aquela que ela própria determina, visto também que a criminalidade comum constitui a base de recrutamento das quadrilhas."

 

Foto: Reprodução / IMDB

Mafiosos modernos: personagens da série 'Família Soprano', exibido pelo canal de TV a cabo HBO, que mostra o cotiadiano e as dificuldades de um chefe de um grupo de Nova Jersey para manter o negócio (Foto: Reprodução / IMDB)

Para o historiador, "é a máfia que descreve a si mesma como "expressão da sociedade tradicional". "Todo mafioso eminente insiste em apresentar-se sob as vestes do mediador e do pacificador de controvérsias, de tutor da virtude das meninas; pelo menos uma vez na sua carreira, ele ostenta uma 'justiça' rápida e exemplar contra ladrões violentos, estupradores, raptores de crianças. Estamos, por outro lado, diante de um grupo de poder o qual pretende criar consenso externo e solidez interna."


Mais que os ternos brancos, sapatos bicolores e cabelos impecáveis que exibem no cinema, mafiosos se distinguem de bandidos comuns pela continuidade das organizações, que vai além da vida dos seus membros, pelo respeito à estrutura hierárquica, pelos códigos e rituais de ingresso, em grande parte, segundo Lupo, emprestados da marçonaria e do carbonarismo.

 

Máfia à brasileira

Isto não quer dizer que este tipo de organização exista apenas entre os italianos. "Dadas as devidas condições, organizações semelhantes à máfia evoluíram em outras partes do mundo independentemente da máfia siciliana. A Yakuza no Japão, a Tríade, em Hong Kong e, após 1989, a máfia russa se desenvolveu sem nenhuma inspiração nas sicilianas", diz o sociólogo Gambietta, que acaba de lançar "Codes of the Underworld: How Criminals Communicate" (Em tradução literal: "Códigos do submundo: como os criminosos se comunicam", também inédito no Brasil). 

 

"Até onde eu pesquisei, os 'bicheiros' [no Rio] se organizaram de uma maneira muito próxima a uma máfia propriamente dita. Na maneira como eles controlavam não apenas o jogo, mas também outras atividades ilegais, de maneira independente destes mercados, pode ser considerada uma máfia", diz Gambetta.


O professor de Oxford reitera, no entanto, que facções criminosas como as que controlam o tráfico atualmente em grandes cidade brasileiras, como Rio e São Paulo, não podem ser consideradas organizações mafiosas. "As gangues cariocas não são uma máfia, e operam de maneira diferente de uma máfia. Elas são especializadas em apenas um mercado e cuidam de sua proteção diretamente." 

 

Sobrevivência

A atuação em vários segmentos de negócios ilegais ao mesmo tempo é outra característica comum às máfias atuais, segundo os estudiosos. Essa versatilidade é descrita no livro, depois adaptado para o cinema, "Gomorra – A história real de um jornalista infiltrado na máfia napolitana" (Ed. Bertrand Brasil), de Roberto Saviano, que descreve os tentáculos da organização em mercados tão diversos quanto a alta-costura italiana, o mercado das obras de arte, o negócio do lixo e ao tráfico internacional de drogas.

"Do mesmo modo que ontem a ameaça dos bandidos era utilizada para induzir os proprietários fundiários a confiar aos mafiosos o exercício da empresa agrária, assim também hoje, pela ameaça da rapina, da extorsão, da usura, os comerciantes são estimulados a aceitá-los como sócios. [...] Por um lado, [vemos] uma contínua transformação de mafiosos em negociantes, por outro, uma contínua transformação de empresas limpas em empresas genericamente corruptas ou 'contíguas' à máfia", descreve Salvatore Lupo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

II Encuentros de Genealogía e Historia local

El día 28 de noviembre de 2009 tendrán lugar en Irun (FICOBA) los II Encuentros de Genealogía e Historia local organizados por las asociaciones Antzinako y GHFPBAM. La entrada es libre y gratuita.


Los expositores asistentes presentarán sus novedades al público en los distintos stands. Podremos encontrar asociaciones genealógicas (además de las organizadoras estarán presentes el Cercle Généalogique des Pyrénées-Atlantiques, Familysearch, Centre d'Etude du Protestantisme Bearnais, Asociación de Genealogía e Historia local del Bajo-Adour, Genealogía e historia local del sudoeste de las Landas), asociaciones culturales (Jakintza, Luis de Uranzu Kultur Taldea), Archivos (Archivo del Patrimonio inmaterial, Archivo municipal de Bergara), Editoriales (Lizardi, Mogrobejo), Empresas de software genealógico (ListGene), genealogistas profesionales (Jean-Pierre Cazaux). Se informará también sobre genealogía molecular y se presentarán obras de algunos expertos en toponimia y oiconimia.

Los asistentes podrán inscribirse en los talleres organizados para la ocasión: Empiezo mi genealogía francesa (francés/castellano); Publico listas rápidas en ListGene (francés/castellano); Busco en los Archivos Departamentales 64 (francés); Busco en los Archivos de Navarra (castellano); Busco en los Archivos de Guipúzcoa (castellano y francés); Presentación del Archivo de Patrimonio inmaterial de Navarra (castellano); Indexación de la base FamilySearch (castellano); Utilización de la página www.antzinako.org (francés/castellano); Utilización de la página www.ghfpbam.org (francés/castellano).

Se presenta además la obra de Martín Goikoetxea, Goiko, en una exposición fotográfica que tiene por título A través del Bidasoa. Se han seleccionado fotos con un carácter etnográfico que el autor ha ido realizando a lo largo de los años.
 
http://blog.plusgenealogia.com/index.php/post/2009/11/II-Encuentros-de-Genealogia-e-Historia-local.html

domingo, 22 de novembro de 2009

Arquivos portugueses no seu computador


Colégio Brasileiro de Genealogia

Fundado em 24 de junho de 1950
Rio de Janeiro

Tendo recebido mensagem da coirmã ASBRAP sobre registros portugueses já disponíveis online, o CBG a complementa e com isto "refresca" informação já anteriormente enviada aos associados:


===========================

PROCESSOS DO SANTO OFÍCIO
O Arquivo Nacional da Torre do Tombo, iniciou, em Setembro de 2008, a digitalização dos processos do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, através do apoio, na figura de mecenato, da Rede Eléctrica Nacional (REN). O objetivo é a digitalização e disponibilização na Internet de cerca de 19.000 processos e 800 livros da Inquisição de Lisboa. Para ler os processos em sua casa, do computador, acesse a seguinte página da Internet: http://digitarq.dgarq.gov.pt/


REGISTROS PAROQUIAIS
Os arquivos distritais de Portugal estão digitalizando os registros paroquiais (batizados, casamentos e óbitos) de seus acervos.

Há uma página que os reúne todos. Para ler os registros paroquiais em sua casa, do computador, acesse: http://etombo.com/

Permanentemente atualizada, esta é uma página particular, que os disponibiliza numa iniciativa de grande valor. Eis a listagem dos distritos e sua respectiva digitalização disponível, atualização de 15 de novembro:

Açores (0)

Aveiro (2)

Beja (0)

Braga (27)

Bragança (0)

Castelo Branco (0)

Coimbra (5218)

Evora (0)

Faro (0)

Guarda (2)

Leiria (91)

Lisboa (3565)

Madeira (1)

Portalegre (0)

Porto (20572)

Santarem (0)

Setubal (0)

Viana do Castelo (24)

Vila Real (7868)

Viseu (0)

Que essas facilidades - que permitem aos pesquisadores do Brasil acesso à documentação primária, antes distante - se traduza em novos trabalhos de Genealogia e de História.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Governo Italiano - Notizie dal Governo - Newsletter anno X n. 41



Newsletter Anno X n. 41 del 10 novembre 2009

Audio newsletter

Ascolta la newsletter (mp3)









Crocefisso nelle scuole: ricorso contro sentenza Corte Europea

Il crocefisso è uno dei simboli della nostra storia e della nostra identità e la cristianità rappresenta le radici della nostra cultura, quello che oggi siamo. L'esposizione del crocefisso nelle scuole deve quindi essere vista, anche più che in senso religioso, in riferimento alla storia e alla tradizione dell'Italia, perché la presenza del crocefisso rimanda ad un messaggio morale che non lede la libertà di aderire o no alla religione cristiana. Identità, cultura, storia, tradizione: queste le parole chiave per reinterpretare la sentenza della Corte europea dei diritti dell'Uomo, che chiama in causa il governo italiano. Contro la sentenza del 3 novembre 2009, il Governo - dopo la decisione presa nel Consiglio dei ministri il 6 novembre - ha ufficialmente chiesto il riesame del caso. La sentenza della Corte europea si basa sull'art.9 della Convenzione europea per i diritti dell'uomo ("Libertà di pensiero, di coscienza e di religione") e dell'art. 2 del Protocollo 1 ("Diritto all'istruzione"), che comporterebbero l'obbligo dello Stato di astenersi dall'imporre (anche indirettamente), credenze, nei luoghi in cui le persone siano a suo carico o particolarmente vulnerabili. Nell'ordinamento italiano l'esposizione del crocefisso è regolamentata dal decreto legislativo 297/1994 (Testo unico delle disposizioni legislative vigenti in materia di istruzione, relative alle scuole di ogni ordine e grado). Tali norme seguono la tradizione del nostro Paese e sono retaggio di norme più antiche, come il R.D. 26-4-1928 n. 1297 ("Approvazione del regolamento generale sui servizi dell'istruzione elementare") ed il R.D. 30-4-1924 n. 965 ("Ordinamento interno delle Giunte e dei Regi istituti di istruzione media"). D'altra parte la nostra Costituzione in più punti considera il tema della religione, per es., negli art. 3, 8, 19; né va dimenticato quanto affermato dall'art. 7 circa i rapporti fra lo Stato e la Chiesa cattolica, regolati dai Patti Lateranensi, le cui modificazioni "accettate dalle due parti, non richiedono procedimento di revisione costituzionale".




Ponte sullo stretto, via libera dal Cipe

Il ministro delle Infrastrutture e dei Trasporti, Altero Matteoli, ha annunciato che "i lavori del Ponte sullo Stretto di Messina inizieranno il 23 dicembre di quest'anno per terminare nel 2016. L'apertura del ponte è prevista per il primo gennaio 2017. Le risorse per far partire il progetto - stanziate con il decreto legge n.78/2009 - hanno ricevuto il via libera del Cipe nella riunione del 6 novembre scorso. A disposizione ci sono milletrecento milioni di euro. Si partirà con i primi lavori propedeutici alla realizzazione del manufatto che riguarderanno lo spostamento della linea ferroviaria di Cannitello nei pressi di Villa San Giovanni, in un'area dove sorgerà un pilone del Ponte. Da Gennaio 2010 partiranno anche i primi cantieri sul versante siciliano, con la realizzazione di un raccordo autostradale a Messina. L'opera costerà circa 6,3 miliardi di euro - la cifra non si discosta molto da quanto preventivato già nel 2003 - e sarà finanziata in gran parte con capitali privati, attraverso il project financing. Secondo il ministro Matteoli, il Ponte "a caduta riuscirà a migliorare le infrastrutture sia in Sicilia che in Calabria". Il progetto del ponte sullo stretto di Messina, come è noto, aveva avuto una battuta d'arresto nel 2006, con la finanziaria per il 2007 che aveva stralciato l'opera dalle priorità del programma di governo. In conseguenza, di tale decisione si era aperto un contenzioso con le imprese aggiudicatarie dell'opera. Il governo attuale, in carica da maggio 2008, ha ridato centralità al progetto reinserendolo nel programma delle infrastrutture strategiche e dopo aver chiuso il contenzioso con le imprese ha deliberato il primo stanziamento.




Unione europea verso l'entrata in vigore del Trattato di Lisbona

Con la firma di ratifica da parte della Repubblica Ceca comincia la nuova fase dell'Unione europea, che così acquista una propria personalità giuridica. L'adesione al trattato di Lisbona istituisce le figure del Presidente del Consiglio europeo e dell'Alto rappresentante degli affari esteri. Il Presidente durerà in carica d'ora in poi per due anni e mezzo, con il potere di rappresentare l'UE nelle sedi internazionali e il compito specifico di garantire la preparazione e la continuità dei lavori del Consiglio. L'Alto rappresentante per gli affari esteri e la politica di sicurezza avrà il doppio incarico di mandatario del Consiglio per la politica estera e la politica di sicurezza comune, e di vicepresidente della Commissione, responsabile delle relazioni interne. Maggiori poteri avrà il Parlamento europeo il cui numero di componenti sarà ridotto ad un massimo di 751 e interverrà in maniera determinante soprattutto in tema di giustizia, sicurezza, immigrazione, trattati internazionali e bilancio. Il numero dei deputati sarà determinato in base al numero degli abitanti di ogni singolo Paese. Uno spazio importante tra gli obiettivi comuni dei 27 Paesi componenti l'Unione è dato alla politica energetica e alla politica ambientale. In campo sanitario, è prevista la possibilità di introdurre misure volte direttamente a tutelare la salute dei cittadini, mentre vengono incentivati gli Stati membri a predisporre misure di sorveglianza e di allarme contro gravi minacce per la salute a carattere transfrontaliero.




Influenza A: le azioni del Governo e la campagna interattiva

L'11 giugno 2009 l'Organizzazione mondiale di sanità ha dichiarato lo stato di pandemia influenzale causata da un nuovo virus influenzale A/H1N1 che si è diffuso da marzo 2009 a partire dal Messico in tutto il mondo. Queste le principali azioni assunte dal Governo. Nella prima fase della diffusione della malattia sono state applicate misure di controllo e contenimento dell'infezione. Tra le misure più efficaci si ricorda la pronta identificazione dei casi nei viaggiatori provenienti da zone infette, la profilassi dei loro contatti stretti, la promozione di regole igieniche. Il Governo ha poi predisposto una strategia vaccinale per fronteggiare l'ondata epidemica in atto nella stagione influenzale 2009-2010 ed eradicare l'epidemia nel nostro Paese. È prevista la vaccinazione del 40% della popolazione italiana a partire dai lavoratori dei servizi essenziali e delle categorie a rischio di complicanze (bambini e adulti con malattie croniche nella fascia di età dai 6 mesi ai 64 anni, donne in gravidanza nel secondo e terzo trimestre). Il Ministero dispone di quaranta milioni di dosi di farmaci antivirali che sono progressivamente incapsulate e distribuite alle Regioni in base alla necessità. A partire dal 19 ottobre 2009 la sorveglianza dell'influenza è basata sul sistema Influnet, che raccoglie i casi della rete dei medici sentinella registrati tra i propri assistiti nonché i dati sui virus circolanti dalla rete dei laboratori accreditati. Per conoscere meglio il virus è attivo il sito www.fermailvirus.it. Informazioni possono essere chieste anche al numero 1500 (attivo dal lunedì al venerdì, dalle ore 8 alle 18).




Ict nella Giustizia: i risultati raggiunti e i prossimi passi

I ministri della Giustizia, Alfano e dell'Innovazione nella PA, Brunetta, in conferenza stampa a Palazzo Chigi, hanno fatto il punto sullo stato dell'avanzamento dei lavori e sul raggiungimento degli obiettivi prefissati nel protocollo d'intesa firmato lo scorso anno per rendere più efficiente il sistema Giustizia. Uno dei risultati già conseguiti è la digitalizzazione di tutti gli atti depositati alla cancelleria del giudice per le indagini preliminari presso il Tribunale di Roma. La pratica del tribunale romano sarà estesa ad altre realtà nazionali e quello che si fa già con successo presso la cancelleria del Gip sarà integrato anche nelle fasi successive del giudizio. Richiedere e ricevere le carte, quando sono a disposizione delle parti, tramite la rete è un traguardo che sarà raggiunto grazie alla diffusione della Posta elettronica certificata. La Prima Sezione Penale del Tribunale romano ha anche accettato di inviare le trascrizioni degli interrogatori tramite posta elettronica, eliminando costose richieste di materiale cartaceo, ed evitando agli avvocati di recarsi fisicamente presso le Cancellerie. Dal 15 novembre 2009 il Tribunale di Verona sarà il primo tribunale telematico per il processo esecutivo civile (esecuzioni mobiliari, immobiliari e fallimentare). Il 1 dicembre l'efficacia legale del processo esecutivo telematico sarà attribuita anche ai Tribunali di Milano, Genova, Brescia e Padova, mentre il sistema delle comunicazioni elettroniche per il processo civile sarà operativo presso il Tribunale di Rimini.




Young Blood 2008: la giovane creatività italiana nel mondo

Presentato il 5 novembre 2009 a Palazzo Chigi dal ministro Giorgia Meloni Young Blood 08, annuario dei giovani talenti italiani premiati nel mondo. Giunto alla seconda edizione, con il sostegno ed il patrocinio del ministro della Gioventù, è la prima esauriente raccolta dei concorsi di arte e creatività e delle aziende che li sostengono. Young Blood 08 è composto da 512 pagine, in italiano ed inglese. 190 schede contengono le biografie dei premiati, una breve descrizione del concorso che li ha qualificati e le motivazioni del premio ottenuto. 30 schede sono dedicate al profilo dei concorsi più rilevanti e ai premi nel settore del web, della comunicazione pubblica e della ricerca. Le opere contenute nel volume, come nell'edizione precedente, sono state scelte grazie alla collaborazione di un comitato scientifico composto da personalità note ed affermate della creatività e del management culturale. L'Annuario dei talenti italiani premiati nel mondo è distribuito nei migliori book shop di arte e creatività. Inoltre per iniziativa del Ministro della Gioventù, da quest'anno viene indirizzato anche ai centri di informazione per i giovani, nelle biblioteche, negli uffici di comunicazione istituzionale in Italia e all'estero. Young Blood 2008 è nato dall'incontro tra il gruppo di produzione multimediale IRON Productions ed una giovane società specializzata nell'editoria creativa che pubblica da sette anni Next Exit, Creatività e Lavoro.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

40 anos de Internet, por Marcelo Gleiser

 
São Paulo, domingo, 08 de novembro de 2009

+ Marcelo Gleiser

40 anos de internet


Será que a tecnologia está redefinindo quem somos?

Faz 40 anos que os computadores de Leonard Kleinrock, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e de Douglas Engelbart, do Instituto de Pesquisas na Universidade de Stanford, foram conectados por uma "linha especial" da Arpanet, um sistema de apenas quatro computadores que faziam parte de um projeto do Departamento de Defesa dos EUA.
Com o passar dos anos, o sistema exclusivo de tráfego de informação evoluiu, saiu dos laboratórios de cientistas para o público e hoje é conhecido como internet.
Não há dúvida de que a internet está transformando o mundo, de que vivemos em meio a uma revolução. A questão, ou uma delas, é que tipo de revolução é essa: será que a internet pode ser comparada, por exemplo, ao telefone ou ao carro, ou mesmo à imprensa de tipo móvel, que revolucionou o livro? Ou será que ela pertence a outra classe de tecnologia, que não só transforma a sociedade mas que vai além, redefinindo quem somos?
A questão é complicada, difícil até de ser formulada. O telefone e o carro transformaram o modo como as pessoas se comunicavam, iam ao trabalho, viajavam, viam o mundo. Como toda tecnologia que se torna de uso público, primeiro começaram pequenos, com alcance limitado: eram poucas as linhas telefônicas e as estradas.
Aos poucos, as coisas foram crescendo e, em meados do século 20, telefones e estradas estavam pelo mundo todo. Uma diferença bem importante é que a internet, por ser acessível por computadores, é bem mais aberta aos jovens. Telefones celulares também; os jovens têm a sua privacidade, o seu espaço virtual separado do dos pais e irmãos. A comunicação é tão fácil e rápida que chega a tornar o contato direto, em carne e osso, desnecessário.
Talvez seja uma preocupação dos meus leitores mais velhos, que, como eu, nutriam as amizades no campo real e não por meio de sites como Facebook e Twitter, mas será que a internet nos fará desaprender como nos relacionar diretamente com outros seres humanos?
Deixando esse tipo de preocupação de lado, se olharmos para a história da civilização, veremos que podemos contá-la como uma história da tecnologia. À medida que novas tecnologias foram sendo desenvolvidas, do controle do fogo e da rotação de terra na agricultura até a roda, o arado e os transistores e semicondutores usados em aparelhos eletrônicos, nossa história foi, em grande parte, determinada pelas nossas máquinas. Valores e interesses mudam, e visões de mundo se transformam de acordo com nossos instrumentos.
O Homo habilis, nosso ancestral que usou ferramentas pela primeira vez, evoluiu rumo ao Homo sapiens e, agora, este se transforma no Homo conectus. Será que nossos avanços tecnológicos são, hoje, a principal mola da nossa evolução como espécie? Nesse caso, será que a tecnologia está redefinindo o que significa ser humano?
Descontando uma grande devastação biológica, como uma epidemia de proporções globais ou um cataclismo climático ou ecológico, somos donos da nossa evolução: nossa transformação como espécie ocorre muito menos devido a mutações aleatórias e ao processo de seleção natural do que, por exemplo, devido a um maior intercâmbio racial, à melhor alimentação e aos avanços da medicina, à integração de tecnologias diversas com o corpo (marca-passos, órgãos e membros artificiais) e com a mente (drogas que mudam nossas emoções, implantes nos olhos e ouvidos, chips no cérebro).
A internet talvez represente uma nova fronteira, a da integração coletiva da humanidade a um nível sem precedentes. Se não no mundo real, ao menos no virtual.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo"
 
 
-------------------------------------------------------------------------

As invasões francesas em debate na BN


Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional

Outubro / 2009





Invasões francesas


A colonização francesa no Brasil será o tema do próximo encontro da série Biblioteca Fazendo História, promovido pela Revista mensalmente no auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional (R. México s/n, Centro, RJ). A ser realizado no próximo dia 3 de novembro às 16h, o debate contará com a presença de Julio Bandeira, pesquisador do Ministério da Cultura, e Luiz Fabiano de Freitas Tavares, professor da Universidade Castelo Branco e autor do artigo 'Guerra santa na Guanabara', publicado na edição de outubro.

A palestra é gratuita e terá transmissão ao vivo em vídeo pelo site Instituto Embratel e pelo twitter, onde os internautas também poderão dirigir perguntas aos convidados. Após o encontro, serão distribuídos certificados aos participantes que solicitarem.


Vale tudo não é nada


No Dia Nacional do Livro, o poeta Ferreira Gullar critica o vale tudo na arte contemporânea, afirma uma conivência da crítica e comenta o incêndio recente nas obras do artista Hélio Oiticica. Na década de 60, Gullar propôs a Hélio uma exposição para destruir as obras de ambos. [ leia mais ]


Querido inimigo


Segundo Lula, Jesus Cristo teria que se aliar a Judas para governar o país. Apesar de improváveis, alianças com inimigos são constantes na história política do Brasil. O historiador Daniel Aarão comenta as declarações e a trajetória de pactos inusitados. [ leia mais ]


Hoje funk, ontem samba



Discriminada pelo Estado, a batida que vem das favelas enfrenta os mesmos percalços pelos quais o samba passou no início do século passado. Apesar da queda da proibição aos bailes funks, o ritmo ainda não possui o reconhecimento devido, segundo seus artistas. [ leia mais ]


Guerra do Paraguai


O jornalista escocês Denis Wright fala sobre a experiência de dirigir um documentário sobre a Guerra do Paraguai, o maior conflito da América do Sul. "Nós visitamos lugares importantes na guerra, como a Fortaleza de Humaitá, que impediu a entrada dos aliados por muito tempo. Nós fomos e tudo parece meio abandonado. Nos Estados Unidos, lugares históricos são grandes locais de visitação turística", critica. [ leia mais ]

Fernando de Azevedo


Criador da série Brasilianas e pioneiro no estudo de Durkheim no país, o autor ajudou a divulgar nomes como Capistrano de Abreu e Euclides da Cunha. Seu legado na educação permanece vivo até os dias de hoje. Alexandre Camargo traça um perfil do intelectual. [ leia mais ]

Binot, o primeiro francês



Os passos de Binot Paulmier de Gonneville, o primeiro francês a desembarcar em terras brasileiras, podem ser refeitos através dos diversos acervos das bibliotecas digitais. O historiador Renato Venâncio guia os internautas nesta expedição. [ leia mais ]


Preservação acelerada



Em Ouro Preto, Lula lançou o PAC das Cidades Históricas. Continuação do programa Monumenta, a iniciativa pretende conciliar preservação de patrimônio e desenvolvimento das cidades. "Não se trata apenas de recuperar monumentos, mas também investir no desenvolvimento econômico dos municípios", afirmou o presidente. [ leia mais ]

Governo Italiano - Notizie dal Governo - newsletter anno X n. 40


Newsletter Anno X n. 40 del 3 novembre 2009

www.governo.it notizie@governo.it



Audio newsletter
In questo numero:


Riforma dell'Università italiana

Il 28 ottobre 2009 il Consiglio dei Ministri ha approvato il Disegno di legge, presentato dal Ministro dell'Istruzione, Università e Ricerca scientifica, Mariastella Gelmini, che riforma il sistema universitario. Entro sei mesi dall'approvazione della legge le università dovranno approvare statuti con determinate caratteristiche, delle quali segnaliamo le più salienti: sarà adottato un codice etico; ci sarà un nucleo di valutazione d'ateneo a maggioranza esterna; saranno gli studenti ad esprimere una valutazione dei professori, determinante per l'attribuzione dei fondi alle università da parte del ministero. Quanto alla riorganizzazione interna: forte riduzione delle facoltà (al massimo 12 per ciascun ateneo); l'abilitazione nazionale sarà la condizione per l'accesso all'associazione e all'ordinariato; l'abilitazione a professore avrà cadenza annuale; l'attribuzione dell'abilitazione avverrà in base a criteri di qualità, stabiliti con Decreto Ministeriale; sarà netta la distinzione tra reclutamento e progressione di carriera: entro una quota prefissata (1/3) i migliori docenti dell'ateneo che conseguono l'abilitazione nazionale al ruolo superiore potranno essere promossi con meccanismi meritocratici; sarà messa a bando pubblico per la selezione esterna una quota importante (2/3) delle posizioni di ordinario e associato; saranno semplificate le procedure per i docenti di università straniere che vogliano partecipare alle selezioni per posti in Italia. Inoltre: revisione e semplificazione della struttura stipendiale del personale accademico; revisione degli assegni di ricerca; abolizione delle borse post-dottorali; nuova normativa sulla docenza a contratto; chiarificazione delle norme sul collocamento a riposo dei docenti. Per finire: gli atenei in dissesto finanziario saranno commissariati; le risorse saranno trasferite dal Ministero in base alla qualità della ricerca e della didattica; gli scatti stipendiali saranno riconosciuti solo ai professori migliori.

Dossier "Riforma dell'Università italiana"



Riforma del processo civile, mediazione controversie civili e commerciali

La mediazione delle controversie civili e commerciali è il nuovo istituto giuridico proposto dal ministro della giustizia, Angelino Alfano, in attuazione di una delle deleghe date al governo per la riforma del processo civile. La mediazione mira a indurre le parti al ripristino in funzione dei loro interessi, cioè a mediare tra le parti che possono ancora avere degli interessi in comune. In alcune materie particolarmente conflittuali la mediazione sarà obbligatoria prima di avviare un giudizio civile in tribunale (p. e., liti in materia di condominio e locazione, contratti bancari, finanziari e assicurativi). In tutte le altre materie, la mediazione sarà esperibile o su volontaria scelta delle parti, o su invito del giudice che, nel corso di un processo, ritiene possibile trovare, entro 120 giorni, una conciliazione tra le parti con l'aiuto di un mediatore. Qualora l'accordo non venga raggiunto, il mediatore farà una proposta finale di risoluzione della controversia: spetterà alle parti accettare o no. È da tener presente che, se la sentenza del giudice che interviene in mancanza di un accordo tra le parti corrisponde alla proposta finale del mediatore, le spese del processo saranno sopportate dalla parte che ha rifiutato la soluzione conciliativa. L'organismo dove il mediatore presterà la sua opera sarà vigilato dal Ministero della Giustizia. Il decreto legislativo sulla mediazione civile passa ora all'esame delle Commissioni parlamentari competenti per poi tornare in Consiglio dei Ministri per il via libera definitivo.





Via libera al rifinanziamento delle missioni all'estero

Il Consiglio dei ministri n. 67 ha approvato il decreto di rifinanziamento delle missioni internazionali per il periodo 1 novembre - 31 dicembre 2009. Il decreto autorizza una spesa complessiva di 224,8 milioni di euro a fronte di una disponibilità residua di 181 milioni. La differenza sarà coperta con un'integrazione a carico dei bilanci dei ministeri degli Esteri e della Difesa. L'importo del rifinanziamento delle missioni internazionali ha spiegato il ministro La Russa in una conferenza stampa a Palazzo Chigi, è leggermente maggiore rispetto a quanto previsto qualche mese fa, in virtù della permanenza di 400 militari inviati in Afghanistan per le elezioni presidenziali. Il decreto si basa su una presenza di 3.150 militari italiani in Afghanistan, e 2.080 in Libano (con una riduzione minima di 20 unità). Il ministro della Difesa, La Russa, ha espresso soddisfazione per l'approvazione da parte della Camera, il 27 ottobre, del Disegno dei legge relativo all'istituzione della giornata in ricordo dei militari e dei civili caduti nelle missioni internazionali di pace. La proposta prevede l'istituzione della solennità civile il 12 novembre, da ricordarsi nelle scuole di ogni ordine e grado. È anche prevista l'organizzazione di convegni, incontri e dibattiti. L'auspicio del ministro è che il disegno di legge diventi legge prima del 12 novembre, anniversario dell'attentato alla caserma di Nassiriya, dove persero la vita diciassette militari e due civili italiani.




Fondo di garanzia per i nuovi nati ai nastri di partenza

Tutte le famiglie che hanno un bambino nato o adottato nel 2009, 2010 e 2011 possono chiedere un prestito garantito di 5.000 euro a tassi agevolati. L'iniziativa è diventata operativa con la pubblicazione sulla Gazzetta Ufficiale del relativo regolamento. Le risorse finanziarie stanziate sono circa 85 milioni di euro per il triennio; il decreto definisce le modalità per richiedere il prestito e attivare il Fondo di garanzia. Sono ammessi alla garanzia del Fondo le operazioni di finanziamento a favore dei soggetti esercenti la potestà genitoriale; nel caso di potestà o affido condiviso è consentito un solo prestito. I finanziamenti hanno una durata non superiore a cinque anni. Possono effettuare le operazioni di finanziamento garantite dal Fondo le banche e gli intermediari finanziari. La garanzia del Fondo è concessa nella misura del 50 per cento del finanziamento ed è incondizionata, irrevocabile ed a prima richiesta. L'ammissione delle operazioni di finanziamento alla garanzia del Fondo avviene esclusivamente per via telematica, con le seguenti modalità: il finanziatore, raccolta la documentazione attestante il possesso dei requisiti per ottenere il finanziamento, comunica al gestore la richiesta di attivazione della garanzia del Fondo per i finanziamenti previsti; il gestore assegna alla richiesta un numero di posizione progressivo, secondo l'arrivo della richiesta, verifica la disponibilità del Fondo e comunica al finanziatore l'avvenuta ammissione alla garanzia del Fondo; il finanziatore, a pena della sospensione della facoltà di operare con il Fondo, comunica al gestore l'avvenuto perfezionamento dell'operazione di finanziamento ovvero la mancata erogazione del finanziamento entro sessanta giorni lavorativi dalla richiesta.




Lavoro dipendente, congedi al padre anche se la mamma è casalinga

Il padre lavoratore dipendente può fruire dei riposi giornalieri previsti dalla legge per l'accudimento dei figli anche nel caso in cui la madre sia casalinga. L'INPS, con circolare n. 112 del 15 ottobre 2009, fornisce le necessarie indicazioni per usufruire di tale possibilità, scaturita dal disposto della sentenza n.4293 del Consiglio di Stato, che interpreta in via estensiva quanto prevede il Testo Unico in materia di tutela e sostegno della maternità e paternità (d. lgs. 151/2001). L'art.40 del decreto legislativo 151 del 26 marzo 2001 prevede che al padre lavoratore dipendente siano riconosciuti periodi di riposo: nel caso in cui i figli siano affidati solo al padre; nel caso in cui la madre non sia lavoratrice dipendente; nel caso di morte o di grave infermità della madre. L'Inps, in varie circolari, aveva ritenuto dovesse intendersi come "lavoratrice non dipendente" la madre lavoratrice autonoma (artigiana, commerciante, coltivatrice diretta o colona, imprenditrice agricola, parasubordinata, libera professionista) avente diritto ad un trattamento economico di maternità a carico dell'Istituto o di altro ente previdenziale, e non anche la madre casalinga. Il Consiglio di Stato, invece, con la sentenza n.4293 del 9 settembre 2008, afferma che la ratio della norma, volta a dare sostegno alla famiglia ed alla maternità, induce a ritenere ammissibile la fruizione dei riposi giornalieri da parte del padre anche nel caso in cui la madre svolga lavoro casalingo. Il padre dipendente può dunque fruire dei riposi giornalieri nei limiti di due ore o di un'ora al giorno, a seconda dell'orario giornaliero di lavoro, entro il primo anno di vita del bambino o entro il primo anno dall'ingresso in famiglia del minore adottato o affidato, e può utilizzare i riposi a partire dal giorno successivo ai 3 mesi dopo il parto.





Com-Pa 2009, i Servizi al Cittadino e alle Imprese

"La forza della comunicazione": sarà questo il tema centrale del ComPA 2009, il Salone Europeo della Comunicazione Pubblica, dei Servizi al Cittadino ed alle Imprese, che si terrà alla FieraMilano Rho dal 3 al 5 novembre 2009 con un ampio programma di tavole rotonde, incontri nazionali, presentazioni, laboratori, eventi speciali. Ad inaugurare l'edizione di quest'anno sarà il ministro della Pubblica amministrazione e Innovazione, Renato Brunetta; a chiuderla, il ministro per l'Attuazione del programma di Governo, Gianfranco Rotondi. Molti i temi di cui si tratterà nel corso della XVIª edizione: politiche comunitarie e culturali; urbanistica e ambiente; nuove tecnologie; comunicazione pubblica, politica, sociale. La manifestazione - che si svolge sotto l'alto Patrocinio della Presidente della Repubblica - è la più importante rassegna italiana ed europea sulla comunicazione pubblica ed istituzionale, ed ogni sua edizione si distingue per il ricco programma di incontri, convegni, iniziative speciali e per la grande partecipazione degli espositori: Amministrazioni e Aziende che presentano testimonianze significative di ciò che è stato fatto per diffondere la cultura della comunicazione. Anche in questa edizione la Presidenza del Consiglio dei Ministri è presente, nello stand n. 8, con progetti, iniziative e materiale informativo sulle attività svolte dai propri Dipartimenti: Pari opportunità, Politiche Comunitarie, Programma di Governo, Informazione e Editoria, Segretariato Generale.




LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...